Craque o Flamengo faz em casa, e a base é forte. O Sub-20 vem empilhando taças nos últimos anos, e nomes importantes estão sendo revelados. O setor defensivo também conta com ótimos nomes, e os prospectos atuais são, principalmente, João Victor e Iago.
➕Analista aponta armadilha inspirada em De Zerbi no Flamengo de Filipe Luís
São dois grandes zagueiros, mas com características diferentes. Por isso, Filipe Luís pode ter escolhido para se juntar ao elenco profissional quem ele acredita estar mais próximo do seu modelo de jogo.
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É o que acredita o analista tático Raphael Rabello, do canal Falando de Tática. Isso porque no início do ano, o Flamengo teve Iago e João Victor convocados. O clube liberou Iago, mas se recusou a deixar João Victor disputar o Sul-Americano pela Seleção Brasileira Sub-20.
Além disso, João Victor segue entre os profissionais, se mostrando a escolha principal de Filipe Luís. Pensando nisso, Raphael traz uma análise buscando entender a preferência do técnico do Flamengo.
Refino, construção e saída de bola são chave para João Victor
Mesmo um ano mais novo, João Victor sai na frente de Iago pelo estilo de jogo mais próximo do que Filipe Luís quer na sua zaga.
Iago é muito físico, veloz e forte na jogada aérea, mas Filipe Luís gosta da zaga com jogadores de qualidade com a bola no pé. João Victor se destaca no seu refino técnico ao tocar na bola e tem mais confiança para construir jogo.
Com Wesley, Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro, além do goleiro Rossi, temos visto, talvez, a melhor saída de bola do futebol brasileiro. Por isso, é importante manter o nível.
“Olhando os jogos, dá para perceber que o zagueiro que conduz mais é o João Victor. Talvez isso já seja um primeiro motivo, em termos de construção, de posse de bola, que faz o Filipe Luís preferir o João Victor”, alerta o analista.
A pouca utilização do pé não dominante também atrapalha Iago, que acaba deixando de tomar as melhores decisões em momentos importantes da construção defensiva.
“O Iago usa muito pouco a perna esquerda. A bola veio no lado direito, ele faz o domínio. Se ele usasse mais a perna esquerda, faz o giro pelo lado esquerdo e faz o passe para o companheiro. Como ele não tem confiança na perna esquerda, recua para o goleiro”, explica.
Além disso, João Victor se mostra mais consistente nos passes.
“Ele apresenta alguns indicadores, você vê passes mais difíceis em janelas mais curtas, mais pressionado, mas talvez o João Victor tenha mais consistência do que ele”, comenta.
Além disso, ele aponta para os chutões, se livrando da bola, muitas vezes, sem necessidade.
“Dá chutão sem precisar, sem estar tão pressionado assim. Às vezes, ele se precipita um pouco. Isso faz toda a diferença. Talvez falte confiança. Tem que manter a posse de bola”, diz.
A forma como Iago ajeita o corpo ao receber também telegrafa seus próximos movimentos.
“Ele já recebe a bola perfilado. O Iago, quando recebe, não perfila para fora. É importante para gerar mais dúvida no adversário. Ele perfila o corpo todo para dentro, então o adversário sabe que o passe vai sair para dentro, ou a condução. Se perfila para fora, pode usar o drible”, continua.
Iago tem estilo de jogo diferente
O analista faz questão de destacar as qualidades de Iago, afirmando se tratar de um zagueiro com muito futuro, e que a comparação diz respeito apenas ao estilo de jogo de Filipe Luís.
“Iago é bom jogador, ganha muitos duelos. Mas um jogador pode ser melhor para determinado modelo de jogo, e menos para outro”, avisa.
No cabeceio, por exemplo, Iago raramente perde.
“Pelo alto, Iago é muito alto e vence quase todos os duelos. Dentro da área ou mais avançado. Também faz gol de cabeça. Já direciona a rebatida para um companheiro”, elogia.
É um clássico zagueiro destruidor de jogadas, que dificulta muito para os atacantes adversários.
“Ele é muito forte em defender a baliza, interceptar chute, é muito forte salvando a bola em cima da linha. Não desiste da jogada, recupera muito bem as costas. É muito veloz, salva gols. Muito forte nesse aspecto defensivo”, completa. Veja a análise completa abaixo.
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