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Análise: Conheça os pontos fortes e fracos do Athletico, adversário do Flamengo na final da Libertadores

(Foto: Reprodução/José Tramontin/athletico.com.br)

O Flamengo enfrenta o Athletico neste sábado (29/10), às 17h, no Estádio Monumental, em Guayaquil, no Equador, pela final da Libertadores. Como muitos torcedores não acompanham tanto o time paranaense, o DIÁRIO DO FLA preparou uma análise sobre a forma que a equipe atua, os destaques individuais, os pontos fortes e fracos do adversário do rubro-negro.

Nos últimos anos, o Athletico é uma equipe que vem se destacando a nível nacional e internacional. Desde 2018, já são duas Sul-Americanas e uma Copa do Brasil conquistadas, chegando agora na final da Libertadores. É a segunda vez na história que o time chega na decisão, perdendo em 2005 por 4 a 0 para o São Paulo no jogo de volta, após empate em 1 a 1 na ida.

Neste ano, o time começou a Libertadores de forma lenta, com uma vitória, um empate e duas derrotas nos quatro primeiros jogos da fase de grupos, sendo, inclusive, goleado por 5  a 0 para o The Strongest. Entretanto, após isso, Fábio Carille foi demitido e Felipão contratado. Com o novo técnico, o time venceu as últimas duas partidas, uma por 5 a 1 contra o Caracas, garantindo a vaga nas oitavas de final da competição.

No mata-mata, venceu a ida por 2 a 1 contra o Libertad na ida e empatou em 1 a 1 na volta, com gol aos 45 do segundo tempo, garantindo a classificação para as quartas, onde enfrentou o Estudiantes. Contra o time argentino, empatou em casa por 0 a 0 na ida e conseguiu a classificação na volta, após vitória por 1 a 0, com gol aos 51 do segundo tempo marcado pelo jovem Vitor Roque.

Já na semifinal, enfrentou o Palmeiras. Na ida, em casa, venceu por 1 a 0, com gol de Alex Santana e atuando com um a menos nos últimos 28 minutos. Já na volta, saiu perdendo por 2 a 0, mas, com um a mais, buscou o empate em 2 a 2, com Pablo e Terans, marcando o gol da classificação aos 40 do segundo tempo. Ao todo, são 7 gols marcados e 4 sofridos em 6 jogos do mata-mata.

Como atua a equipe

Os torcedores do Flamengo devem lembrar do confronto contra o Athletico pelas quartas de final da Copa do Brasil. Na ocasião, o Mais Querido avançou após um empate de 0 a 0 na ida e vitória por 1 a 0 na volta. O time paranaense jogou as duas partidas com apenas um intuito: se defender. Felipão botou 3 zagueiros, 3 volantes e 2 laterais em ambos os jogos, com 2 atacantes, sendo uma espécie de 3-5-2/5-3-2.

Entretanto, desde então, Felipão mudou de estratégia. Nos jogos contra o Palmeiras pela semifinal da Libertadores, o Athletico desistiu da estratégia de 3 zagueiros e passou a atuar em uma espécie de 4-3-3. Na Libertadores, deu certo. Objetivo era fortalecer o meio, com três volantes, e ter contra-ataques, além de pontas que ajudassem na marcação do corredor.

Assim, contra o Palmeiras, a escalação do Felipão foi, na ida: Khelven e Abner nas laterais, com Pedro Henrique e Thiago Heleno na zaga. Os três volantes foram Hugo Moura, ex-Flamengo, como primeiro homem, tendo Fernandinho e Alex Santana na frente dele. Canobbio ficou pela ponta direita, sempre ajudando muito na marcação, Vitinho na esquerda, apoiando bastante, e Vitor Roque de referência. Na volta, o time foi o mesmo, com Erick no lugar do suspenso Hugo Moura.

É difícil saber qual será exatamente o time que Felipão vai botar contra o Flamengo. Isso porque, depois de eliminar o Palmeiras e avançar para a final da Libertadores, o Athletico passou a viver um mau momento no Brasileiro. Foram nove jogos disputados, com duas vitórias, três empates e quatro derrotas. Neste período, o treinador testou a formação com o 4-2-3-1, tirando um dos volantes e colocando Terans no meio.

Já no time titular, além do meia argentino ter voltado a ganhar espaço, o ponta-esquerda Tomás Cuello também passou a ter mais minutos, no lugar de Vitinho. O centroavante Pablo foi outro que parece ter ganho a vaga de Vitor Roque, enquanto Erick na vaga de Hugo Moura. Ainda assim, não dá para saber exatamente se a estratégia de Felipão será de botar um time mais ofensivo (no 4-2-3-1), ou defensivo, com três volantes.

Pontos fortes

Um dos pontos mais fortes do Athletico até aqui é o chute de fora da área. O time costuma fazer muitos gols de longa distância, tendo ótimos finalizadores, como Terans, Tomas Cuello, Alex Santana, Vitor Roque e os próprios Fernandinho e Hugo Moura. A equipe tenta bastante as finalizações ao longo dos jogos e o Flamengo precisa tomar cuidado com esse aspecto.

Outro aspecto forte do Athletico é o jogo pelas laterais, já que tanto Abner, como Khelven são bem ofensivos, apoiando bastante os corredores, auxiliando os pontas. A bola aérea ofensiva é forte também, com os zagueiros Thiago Heleno e Pedro Henrique sendo armas perigosas.

Pontos fracos

Se os laterais são fortes no ataque, eles deixam também espaços na defesa. Principalmente o direito, Khelven. Esse é, de longe, o setor mais frágil da equipe paranaense, com muitos gols sofridos pelo setor. Flamengo tem que tentar explorar esse espaço. Além disso, os zagueiros costumam sair da área para dar combate no centroavante, deixando espaços atrás.

Dessa forma, Pedro pode ser uma arma importante demais. O pivô que o centroavante faz deve atrair o combate desses defensores. Assim, outros jogadores podem aproveitar para infiltrar na área, como Gabigol, Arrascaeta e Everton Ribeiro. A movimentação, então, será fundamental para o Flamengo ao longo de todo o confronto, seja dos atacantes, ou dos meias.

Um outro ponto fraco do Athletico é a bola parada defensiva. Isso porque, Felipão usa como estilo de marcação a individual – algo que Renato Gaúcho fazia bastante. Dessa forma, sabendo disso, fica mais fácil para Dorival Júnior preparar jogadas ensaiadas, já que quem determina o posicionamento dos defensores adversários são os jogadores do Flamengo. Jorge Jesus, por exemplo, soube explorar muito bem isso na semifinal da Libertadores de 2019, contra o Grêmio, fazendo dois gols de bola parada.

Ou seja, o Flamengo entra em campo como o favorito para a partida. O Athletico não vive o melhor momento na temporada e há uma diferença de força entre os elencos. Ainda assim, o adversário é um time que marca com força física e tem jogadores perigosos na frente, que o Mais Querido precisa ficar de olho, principalmente sem deixar os chutes de fora da área, a velocidade nos contra-ataques e nos corredores. Então, se souber neutralizar o adversário e souber explorar as deficiências defensivas do time paranaense, o rubro-negro carioca tem tudo para sair com ótimo resultado.

Fonte: Diário do Fla