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Diniz diz que Fluminense não está no patamar do Flamengo

Fernando Diniz, técnico do Fluminense – Foto: Divulgação

BOLA VIP: Por Thiago Soares

A soberania do Flamengo nas últimas quatro temporadas intensificou um quadro cada vez mais crítico no Rio de Janeiro. Os rivais do Rubro-Negro no estado não conseguem entrar nas mesmas disputas que o atual finalista da Libertadores alcança. Essa diferença resulta em mais uma decisão continental, que terá transmissão completa e especial da Star+.

Segundo Fernando Diniz, técnico do Fluminense, o dinheiro é a resposta principal para essa diferença. Segundo o treinador, o orçamento de Flamengo, Palmeiras e outros times brasileiros são muito maiores que o do Tricolor, o que só faz aumentar a diferença também no campo. Apesar de ter vencido o Carioca de 2022, o Flu vem assistindo o arquirrival ganhar taças que ainda não chegaram nas Laranjeiras.

“A gente vai perdendo essa noção e acha que tá todo mundo na mesma página, não tá! Um futebol de 24 milhões, não pode ser comparado com 6 milhões. A gente contrata por causa da história do Fluminense, porque é gigante, enorme. Só que hoje o Flu tem uma folha de 6 milhões e o Flamengo de 24, 25… A gente tem que lutar muito para fazer um trabalho muito diferente para a gente conseguir competir com esses caras”, argumenta Fernando Diniz.

Ao analisar mais essa questão financeira, Diniz chegou a citar o Manchester City, um dos favoritos na Champions League da atual temporada. Administrado por uma empresa multimilionária árabe, o poder de contratação da equipe inglesa permitiu a construção de uma potência no continente. Fernando Diniz chega a exemplificar a troca de Gabriel Jesus por Haaland para falar sobre a facilidade em repor peças, o que não acontece no rival do Flamengo.

“O Fluminense tá num processo que tudo é mais difícil. Hoje a gente concorre com times de orçamentos muito maiores que o Fluminense. A gente precisa fazer uma análise sobre a expectativa com o que você tem. E o dinheiro, num futebol do mundo capitalista, quase sempre faz muita diferença. É assim no mundo inteiro. O (Manchester) City é o City porque lá tem uma porrada de dinheiro. Que contrata o melhor treinador e os melhores jogadores. Saiu o Gabriel Jesus, contrata o Haaland”, defende o técnico do Fluminense.