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“Narrativa de Corinthians heroico e vitorioso é surreal”

Jogadores do Corinthians em disputa de pênaltis na final da Copa do Brasil 2022 – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

UOL: O Flamengo conquistou o título da Copa do Brasil diante do Corinthians na disputa por pênaltis após o empate no tempo normal por 1 a 1 em uma partida na qual o clube paulista teve por mais tempo a posse de bola e aproveitou o recuo do adversário para chegar à igualdade, além de estar em vantagem antes de desperdiçar duas cobranças nos pênaltis. Para Mauro Cezar Pereira, embora o time de Dorival Júnior tenha jogado abaixo do que se espera, há uma narrativa surreal ao apontar o time corintiano como heroico no Maracanã.

Na Live do Mauro Cezar, no Canal UOL, o jornalista compara a quantidade de intervenções necessárias pelo goleiro Santos em relação a Cássio e considera que é muito pouco para um clube do tamanho do Corinthians se contentar somente com a atuação sem que tenha sido mais efetivo para sair com a taça.

“Há uma narrativa surreal de parte da imprensa que acompanha o Corinthians e que parte da torcida compra que é que o Corinthians foi heroico e saiu vitorioso. Saiu derrotado, porque a final não se faz em um jogo, se faz em dois. Ontem o Corinthians jogou melhor especialmente o segundo tempo e ainda assim teve duas chances claras de gol. Criou muito pouco pelo volume de jogo que teve, embora tenha feito uma partida muito boa. No jogo de ida o Corinthians não jogou foi nada, entrou para não perder. Quem trabalhou mais nos dois jogos, Santos ou Cássio?”, questiona.

“O Flamengo faz uma partida horrorosa porque não só o Corinthians assumiu o controle do jogo como o Flamengo recuou, antes da metade da primeira etapa o time já estava marcando no próprio campo, então um erro grave também de estratégia do time do Dorival Júnior, dos jogadores e do técnico, a maneira como o time se comportou. Agora, a narrativa de que saiu vitorioso, a torcida cantou alto, é muito pouco para um elenco caro de um clube que tem sérios problemas financeiros e contratou jogadores de alto valor”, completa.



Veja o que mais rolou de interessante na opinião do colunista do UOL:

Mauro Cezar: Gabigol sabe o que é o Flamengo, tem a pegada de pertencimento
Gabigol chegou a mais um título com a camisa do Flamengo, o décimo desde 2019, em uma partida na qual não teve participação decisiva durante os 90 minutos, mas acertou sua cobrança de pênalti em um momento no qual o título poderia escapar diante do Corinthians. Para Mauro Cezar, a vibração que o atacante passou ao time e à torcida é um fator fundamental mesmo ele não estando em um dia bom.

“O Gabigol bate o quinto pênalti, faz o gol e ele vibra, mostra vontade de vencer, garra e a torcida vem junto, acho que isso acaba contagiando a todos, ele é importante também no aspecto psicológico porque ele entende o Flamengo, ele sabe o que é o clube e tem uma pegada, uma para de pertencimento também que é bem importante na qual ele é um jogador que tem muita relevância dentro do Flamengo”.



Mauro Cezar: Rodinei cobrou pênalti histórico, mas a atuação foi fraca
O lateral Rodinei, alvo de muitas críticas pelas falhas que comete no setor defensivo do Flamengo, acabou sendo o personagem principal na cobrança do pênalti que deu o tetracampeonato da Copa do Brasil ao clube rubro-negro.

“O Rodinei fez uma péssima partida, deu condições para o Róger Guedes no lance do gol que ele perdeu, a jogada do gol do Corinthians nasce pelo setor dele e ele nem ali estava no início da jogada para impedir o cruzamento do Vital. Errou passe logo no primeiro minuto, bola na fogueira pra o Thiago Maia, permitindo a primeira finalização do jogo de fora da área com o Renato Augusto, cometeu vários erros, mas bateu o pênalti. Palmas a ele pela cobrança muito bem feita no pênalti tão importante, palmas para o Rodinei, cobrança histórica, mas a atuação foi fraca”.