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Thiago Maia vibra com desarme salvador para o Flamengo

Thiago Maia dando carrinho para desarmar Yuri Alberto em Corinthians x Flamengo – Foto: Divulgação

GLOBO ESPORTE: Por Fred Gomes e Fred Huber

Thiago Maia está em franca ascensão no Flamengo. Se no mês passado disse que vivia seu momento mais positivo no clube, nesta quarta-feira, após o 0 a 0 com o Corinthians, na partida de ida da final da Copa do Brasil, afirmou ter feito seu melhor jogo com a camisa rubro-negra. E tem razão. Foi uma das figuras mais destacadas em campo ao lado dos zagueiros.

– Sem dúvida nenhuma foi minha melhor partida pelo Flamengo, espero continuar nessa evolução porque estou muito feliz com o que estou apresentando.

Muito ativo no combate e com apenas um erro de passe dentre os 50 tentados, Thiago viveu seu lance de maior protagonismo aos 40 minutos do primeiro tempo. Após Léo Pereira errar o tempo de bola no jogo aéreo, o camisa 8 disparou na perseguição a Yuri Alberto. Chegou no momento certo para dar o bote, mas tratou de dividir os méritos com David Luiz, que fechou o espaço do atacante corintiano.

– Acho que o mais inteligente ali foi o David, que conseguiu encurtar bem o Yuri. A gente sabe que a qualidade do Yuri é muito grande, e eu dei o carrinho ali na hora certa, no momento certo. Depois eu fui ver o lance e vi que ele estava sozinho desde que cortou. Graças a Deus estava no momento certo e na hora certo.

Ainda no sentido solidário, Thiago até comemorou a participação decisiva com o carrinho na bola, tratando-o como um gol, mas também fez questão de absolver Léo Pereira, que errou na jogada.

– Para nós que marcamos e que quase nunca fazemos gol, uma bola dessa é como se fosse o gol. O Léo tantas vezes já nos salvou, vive grande fase. Jogou com a boca inchada, com alguma dificuldade, e mesmo assim fez uma grande partida, assim como o David também e toda a equipe.

Em relação ao próximo jogo, Thiago lamentou a perda de João Gomes, que levou o terceiro cartão amarelo, mas exaltou muito o talento e a história do provável substituto:

– O João Gomes é um cara com quem venho jogando há alguns meses, é um craque que ajuda muito ali na marcação, mas a gente está falando do Vidal. Um cara que já foi campeão de várias coisas, a gente fala que ele é europeu (risos). Fico feliz também se for o Vidal porque sei que vou aprender muito com ele pela bagagem que ele tem nas costas.

– O que muda é só a idade. Vidal e o João marcam bastante, mas fico feliz também ser for o Vidal. Já foi campeão de vários títulos na Europa e com a seleção. Vai dar tudo certo, é um cara que nos ajuda muito quando está em campo ou no banco.

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Sentimento com o empate
– Tem mais um jogo, e ficamos felizes. Sabíamos da dificuldade que teríamos aqui com torcida e o time deles. Não à toa chegaram na final também. Mas agora vamos decidir em casa, com a nossa torcida, no Maracanã, onde a gente tem vindo muito bem. Então espero chegar lá, fazer mais um grande jogo e sair com o título, que é o mais importante.

Pensamento na final
– Temos um grande jogo no sábado, creio eu que o professor vá poupar alguns jogadores. Temos que focar no sábado também contra um grande time, que é o Atlético. Se for para descansar que a gente possa descansar bastante porque sabemos das dificuldades que teremos quarta-feira, mas vamos estar em casa com a nossa torcida. Espero sair com o título.

Reclamação do Corinthians por pênalti de Léo Pereira é injusta?
– Não. Assim como o amarelo do João Gomes, eu acho que foi injusto. O Fagner deu uma solada no Pedro e não levou cartão. Acho que faz parte, o juiz faz bem, conseguiu equilibrar a partida. Agora não posso fazer nada. Graças a Deus que a gente saiu aqui sem a derrota. A gente pensou muito em não tomar gols. A gente não fez, mas agora é chegar em casa e fazer de tudo para sair com o título. Pelo o que o juiz falou, parece que pegou na barriga e na mão. Acontece, infelizmente aconteceu aqui. Mas agora é decidir no Maracanã, não tem que botar culpa no juiz. O cartão do João Gomes foi muito maldoso, e o Fagner também deu uma chegada no Pedro.

Recado à torcida
– São mais 90 minutos. Sabemos das dificuldades que teremos, mas vamos estar em casa. Nossa torcida sempre lota o Maracanã. Dá 60, 65 mil. Espero que o Maracanã esteja bonito como sempre esteve.

Sonho de ser campeão no Maracanã
– Manter focado, com pés no chão. Não tem nada ganho, é botar a cabecinha no lugar e ter humildade. Foi um jogo muito difícil, muito corrido. Vamos jogar de igual para igual com a nossa torcida. É um sonho meu. Já conquistei vários títulos com o Flamengo e a Olimpíada, e a Copa do Brasil eu não tenho ainda. Quero muito realizar esse sonho no Maracanã.

Pedido do time a João Gomes para segurar na pegada após o amarelo
– Apesar da pouca idade, o João já tem bagagem e joga como um cara experiente. Chegou um momento que falamos: “João, vai com calma, deixa que eu mato a jogada ou os outros que estavam sem amarelo”. Perder um jogador ali seria muito difícil para nós, ainda mais um jogador de marcação e que nos ajuda bastante ali atrás.