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Veja como se saíram candidatos ligados ao futebol nas eleições

Foto: Divulgação

O GLOBO: Não é de hoje que personagens ligados ao futebol buscam ingressar na política, e nesta eleição não foi diferente. Em diferentes estados brasileiros, ex-jogadores, ex-técnicos (e até treinadores em atividade), dirigentes e inclusive um sósia de atleta arriscaram-se nas urnas em busca de um cargo eletivo.

Confira, abaixo, como alguns desses nomes e como eles se saíram nas urnas.

Alexandre Kalil (PSD-MG)
Empresário e ex-presidente do Atlético-MG, responsável por gerir o clube em um período de muitas conquistas, Kalil foi prefeito de Belo Horizonte até março, quando descompatibilizou-se do cargo para disputar o governo de Minas Gerais. Ele é, portanto, a figura do futebol a buscar o voo mais alto este ano. O ex-cartola, porém, não conseguiu levar a disputa ao segundo turno, e o atual chefe do Executivo mineiro, Romeu Zema (Novo), reelegeu-se neste domingo.

Romário (PL-RJ)
O herói do Tetra ingressou na política em 2014, quando elegeu-se senador. Favorito desde o início da disputa pela continuidade no cargo, o Baixinho, como é conhecido, superou os adversários e foi reconduzido ao cargo até 2030.

Bebeto (PSD-RJ)
Parceiro de Romário na conquista da Copa do Mundo de 1994, escolheu para as urnas o nome Bebeto Tetra. Após três mandados consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio, o ex-jogador tentou, agora, uma vaga na Câmara de Deputados. A empreitada não deu certo e Bebeto, com cerca de 25 mil votos, não conquistou uma vaga no Congresso.

Joel Santana (PROS-RJ)
Sem treinar um clube desde 2017, Papai Joel decidiu aventurar-se no mundo político. Na campanha, fez piada com o inglês pouco refinado, que virou meme quando ele treinou a África do Sul na Copa do Mundo de 2010. “You tá de brinqueichon uite me, bicho?”, diz ele em uma das propagandas eleitorais. Ele buscou uma vaga como deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas só conseguiu cerca de 2.200 votos e não se elegeu.

Gilson Kleina (PP-RJ)
O técnico estava desempregado quando a candidatura a deputado federal no Paraná foi anunciada, mas acabou assumindo o comando do Brusque na disputa da Série B. Chegou a circular que as aspirações políticas seriam, então, deixadas de lado, mas Kleina negou: ele seguia em busca da cadeira na Câmara. Porém, Gilson Kleina não chegou nem aos mil votos e falhou na tentativa.

Bandeira de Mello (PSB-RJ)
Foi presidente do Flamengo de 2013 a 2018, período marcado pela reorganização financeira do clube. No último ano de mandato, tentou eleger-se deputado federal pela primeira vez, sem sucesso. Em busca do mesmo cargo nesta eleição, ele tinha 72.68 votos com 99,9% das urnas apuradas, o suficiente para eleger-se.

Marcos Braz (PL-RJ)
Um dos adversários de Bandeira de Mello na disputa por uma vaga na Câmara foi Marcos Braz, hoje vereador na cidade do Rio. Ele é, também, vice-presidente de futebol do Flamengo. Neste domingo, com cerca de 38.500 votos e 99,9% das urnas apuradas, ele não estava se elegendo, mas tinha chances de se cacifar como suplente.

Dinei (Avante-SP)
Famoso pelo faro de gol, o ex-atacante Dinei, ídolo do Corinthians, parece não ter a mesma precisão quando o assunto é disputa política. Ele já arriscou candidaturas seis vezes, aos cargos de vereador, deputado estadual e deputado federal. Em 2022, a tentativa foi novamente neste último posto, mas o desfecho não mudou: com pouco mais de 2.500 votos, Dinei não foi eleito.

Douglas (União-RS)
Com passagens por Corinthians, Grêmio e, com menos destaque, Vasco, o ex-jogador, aposentado em 2020, é candidato a deputado federal no Rio Grande do Sul. Ele levou para as urnas o nome “Douglas Maestro Pifador”, reunindo apelidos dos tempos em que brilhava nos gramados. Com 35.538 votos, o craque não deve conseguir se eleger, mas pode ficar com uma vaga de suplente.

Gabigol da Torcida (PTB-RJ)
Talvez seja a candidatura mais inusitada ligada ao universo do futebol. Conhecido por “atuar” como sósia de Gabriel Barbosa, atacante do Flamengo, o postulante a deputado estadual no Rio lançou-se com o nome “Gabigol da Torcida”. A semelhança com o artilheiro não foi o bastante para conquistar o eleitorado e, com menos de 2 mil votos, o candidato não se elegeu.