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Flamengo está em declínio ou desconcentrado no Brasileiro?

Mateusão, Gabigol e Matheus França comemorando gol do Flamengo no Castelão – Foto: Marcelo Cortes

BLOG DO ANDRÉ ROCHA: É uma dúvida que vai durar até o dia 12 de outubro, quando começa a decisão da Copa do Brasil com o Corinthians.

Nas duas derrotas seguidas, depois de uma invencibilidade de 19 partidas, o Flamengo teve o “time das Copas” completo no Fla-Flu e oito titulares contra o Fortaleza.

Rodinei voltou a abrir uma avenida às costas que David Luiz vem sofrendo para cobrir, Léo Pereira foi um desastre no Castelão e até o pilar João Gomes oscilou nos 3 a 2, com duas viradas, impostos pelo time cearense. Sem contar a outrora inimaginável insegurança de Santos, rebatendo bolas que antes o goleiro encaixava com impressionante regularidade.

Uma leitura possível é de que a equipe de Dorival Júnior, depois do vacilo contra o Ceará no Maracanã, perdendo a chance de diminuir a vantagem do Palmeiras no topo da tabela para cinco pontos, e confirmando as vagas nas finais das copas, desmobilizou-se de vez na competição por pontos corridos.

Só há três jogos no horizonte e apenas esses importam na temporada. Evitando lesões, dosando o desgaste e administrando um G-6 pelo menos até o dia 19, caso conquiste o mata-mata nacional.

Haverá, porém, sempre a dúvida se o time não está “virando o fio” justamente no momento mais importante do ano. Tanto por demérito rubro-negro, mas também pelas virtudes e também por um maior estudo dos adversários, que vêm fechando o corredor das ultrapassagens de Rodinei e congestionando o centro do campo para bloquear possíveis tabelas e triangulações.

A única notícia boa que vem de Fortaleza é Gabigol. Não só pelos dois gols, com “contribuições” preciosas do atabalhoado Marcelo Benevenuto, mas pela liderança de capitão, a serenidade diante da arbitragem, focando no jogo, e a nítida melhora na forma física, ao contrário de Rodinei.

Os desfalques no Castelão são atenuantes que não podem ser desprezadas, ainda mais pela escalação de três jovens de 18 anos. No sábado, em casa contra o Bragantino, as voltas dos convocados e também de Marinho e Everton Cebolinha. Provavelmente acompanhados por Santos, Fabrício Bruno, Pablo e Ayrton Lucas. Como será?

No futebol brasileiro, como sempre, os resultados nas decisões é que trarão a “verdade” de agora. Se falhar, a visão de que o declínio na temporada começou no empate com o Ceará e foi se agravando vai se impor. Caso consiga os títulos, ficará para a história como uma oscilação natural em um campeonato que já estava perdido desde a décima rodada, na saída de Paulo Sousa.

Porque é assim que funciona.