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Derrota do Flamengo não preocupa. Atuações individuais, sim

David Luiz em Fortaleza x Flamengo – Foto: Marcelo Cortes

BLOG DO RENATO MAURÍCIO PRADO: Sem Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Pedro (e desfalcado também de reservas como Cebolinha, Marinho e Vidal), perder para o bom time do Fortaleza, no Castelão, pode até ser considerado um resultado normal para o Flamengo, que faz tempo está fora da luta pelo título brasileiro.

O problema rubro-negro na derrota por 3 a 2, no Ceará, foi outro: as péssimas atuações de alguns titulares da equipe que vai disputar as finais da Copa do Brasil e da Libertadores. Sem atuar desde o último dia 18, quando perdeu para o Fluminense, por 2 a 1, no Maracanã, o mínimo que se esperava é que os jogadores que ficaram no Brasil, treinando no Ninho do Urubu, se apresentassem em grande forma. Não foi o que aconteceu.

Rodinei parece bem acima do peso, o que beira as raias do absurdo pela irresponsabilidade do próprio profissional e da preparação física que o acompanhou nos últimos dez dias. Léo Pereira voltou aos seus piores momentos, falhando clamorosamente no segundo gol e em vários outros momentos. E o goleiro Santos, antes tão seguro, agora desandou a “bater roupa”, entregando o ouro, rodada após rodada. O que houve?

David Luiz alternou bons e maus momentos (incrível não ter feito falta em Pedro Rocha, no lance do primeiro gol), João Gomes (que também falhou ao não interromper a mesma jogada) esteve abaixo do normal, demonstrando ainda suas conhecidas limitações nas ações ofensivas e se Thiago Maia e Filipe Luís não comprometeram, Gabriel, autor dos dois gols do Flamengo foi o único titular que realmente brilhou.

Dos três jovens que começaram como titulares, apenas Matheus França (de longe, o maior talento das divisões de base) se destacou. Mateusão lutou muito, sofreu um pênalti e saiu machucado e Victor Hugo não acertou quase nada. Mas, obviamente, a culpa da derrota não pode ser atribuída a nenhum deles.

Nos últimos quatro jogos, o Flamengo empatou duas vezes e perdeu outras duas. É um perigoso viés de baixa, ainda que na maior parte dessas partidas o rubro-negro tenha usado muitos reservas. Dorival Júnior que abra o olho. Não haverá perdão se perder as finais que terá pela frente, quando seus titulares não poderão jogar tão mal, como fizeram no Castelão.