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Fan token do Flamengo sobe 172%

Camisa do Flamengo com patch da Libertadores e patrocínios da Pixbet e BRB – Foto: Marcelo Cortes

COINTELEGRAPH: Por Walter Barros

“Farinha pouca, meu pirão primeiro.” O ditado da sabedoria popular ganhou ainda mais sentido nos últimos dias pelo comportamento do mercado de criptomoedas, cujo volume de pouco mais de US$ 935 bilhões, com um avanço em torno de 1%, demonstrava a desconfiança dos investidores diante de um mundo assombrado pela escassez de alimentos, inflação, recessão e, inclusive, a ameaça de uma guerra nuclear deflagrada pela Rússia.

Diante de uma Europa encurralada pela redução do fornecimento de gás pelos russos e elevação do custo da energia, os Estados Unidos elevaram mais uma vez sua taxa de juros na última quarta-feira (21) na tentativa de atrair investidores dos mercados emergentes, como o Brasil, e dos mercados de risco, como o das criptomoedas, além de tentar segurar a inflação na maior economia do planeta.

Casos à parte como o da criptomoeda que subiu 258% em 30 dias e assumiu a liderança em crescimento em meio à listagem na Binance e aporte de US$ 15 milhões, o mercado caminhava relativamente de lado e ainda tentava digerir a elevação da taxa de juros por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Tanto que o Bitcoin (BTC) era negociado em torno de US$ 19 mil, com recuo diário de 0,6% e 39,2% de dominância de mercado.

Em meio a uma possível decisão favorável nos EUA decorrente de uma batalha judicial com a SEC, a comissão de valores mobiliários do país da América do Norte, o XRP, token da startup de soluções de pagamentos e remessas internacionais Ripple, era trocado de mãos pouco abaixo de US$ 0,49 e apresentava alta de 14%. O que era um caso à parte entre as principais altcoins por capitalização de mercado, com exceção das stablecoins, que se alternavam entre leves recuos e avanços, que não chegavam a 2%.

Em relação às altas de dois dígitos, o RSR, token da plataforma de token duplo que inclui a Reserve stablecoin (RSV) Reserve, apresentava alta em torno de 30% e era negociado em torno de US$ 0,0075. A ascensão do RSR coincide com o anúncio do lançamento de novas funcionalidade do protocolo feito na última quinta-feira (22) pela equipe do projeto no Twitter.

“À medida que nos aproximamos do lançamento da plataforma completa, nosso site recém-atualizado se aprofunda nos objetivos e metas do Reserve Protocol”, publicou o Reserve.

O RSR também pode ser considerado um caso à parte nas últimas horas, já que a maioria das altas mais expressivas ficou por conta dos fan tokens. Por exemplo, o Spain National Fan Token (SNFT) era negociado por US$ 0,37 (+89%), o Argentine Football Association (ARG) era trocado de mãos por US$ 7,06 (+29,7%), o Santos Fan Token estava precificado em US$ 17,11 (+36,6%), o McLaren FI Fan Token (MCL) era transacionado pouco abaixo de US$ 0,14 (+ 36,5%) e o Clube Atlético Mineiro Fan Token era trocado por US$ 0,62 (+35,8%).

Gráfico diário do par MENGO/USD. Fonte: CoinMarketCap

A alta mais expressiva entre os fan tokens, pelo que apresentava o mapeamento, era o Flamengo Fan Token (MENGO), trocado de mãos por US$ 2,17 e com alta de 172%. O criptoativo sugere certa manutenção da ascensão do MENGO, que acumulou uma alta mensal de 340% no final de agosto. Movimento que também coincide com a votação aberta pelo Flamengo e pela Socios.com para escolha da ‘camisa da Copa’ do Rubro-Negro que será vendida pelo Mercado Livre, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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