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Temos que agradecer por ver Everton Ribeiro e Arrascaeta

Arrascaeta – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

BLOG DO RODRIGO COUTINHO: Muito comuns na década de 1990, as duplas de meias povoaram o imaginário de todo garoto que começou a acompanhar o futebol naquela época. Hoje é raridade. Mas o torcedor do Flamengo pode se orgulhar de ter jogadores com a magia de Everton Ribeiro e Arrascaeta juntos na equipe. Na noite desta quarta-feira, a conexão entre ambos foi fundamental para bater o São Paulo e confirmar a vaga rubro-negra em mais uma final de Copa do Brasil.

Dorival Junior voltou a escalar o time ideal que montou há cerca de três meses. Já Rogério Ceni repetiu a equipe que bateu o Atlético Goianiense na última semana, pela Copa Sul-Americana. Um 4-4-2, com Alisson e Patrick pelos flancos. Luciano e Calleri pelo centro do ataque. Rodrigo Nestor com total liberdade ofensiva.

A promessa de jogo aberto, pelas características das equipes escaladas, se confirmou. A intensidade foi alta, mas os espaços apareceram para os dois lados. O São Paulo, pela necessidade de construir o resultado, acabou mais presente no campo de ataque na primeira metade da etapa inicial e criou boas jogadas. Igor Vinícius e Patrick obrigaram o goleiro Santos a fazer boas intervenções.

O lateral ainda perderia ótima chance dentro da área aos 17 minutos. O Flamengo até era um time agressivo na abordagem de marcação, mas se espaçava ao tentar se adiantar para anular a troca de passes do Tricolor. O São Paulo, por sua vez, encontrava os espaços nas costas do meio-campo carioca, e progredia para a grande área, mas pecava bastante tecnicamente. Não conseguia construir chances com frequência.

O Flamengo foi retendo mais a bola com o passar do tempo. Equilibrou as ações e a qualidade se sobressaiu. O aviso que o gol estava próximo veio em tento bem anulado de Pedro. Na sequência, Gabigol chutou forte no canto e Jandrei pegou. Algo que ele não conseguiria fazer aos 35′. David Luiz serviu Pedro no pivô, ele ajeitou para Everton Ribeiro, que deixou Arrascaeta na cara do gol. 1×0 para o time da casa. Belo lance!

A partir do momento em que parou de acelerar os ataques com tanta frequência, o rubro-negro encaixou sua movimentação e confundiu demais os encaixes de marcação dos paulistas. O gol foi um bom exemplo, assim como um lance que quase terminou com um golaço de cobertura de Gabi aos 41′. Um tremendo balde água fria nas pretensões são-paulinas.

Mesmo assim o Tricolor não se entregou. Seguiu agressivo, intenso e concentrado em campo. Chegou na área rival, finalizou, mas novamente a disparidade técnica não deixou que a precisão aparecesse. Calleri perdeu grande chance. Luciano mandou na trave e Talles Costa assustou no fim. O Flamengo também teve oportunidades para ampliar o marcador. Everton Ribeiro, Léo Pereira e Pedro quase marcaram.

O São Paulo saiu com um 4×1 no placar agregado dos dois jogos, mas teve um desempenho muito perto do máximo que poderia fazer diante de um time mais qualificado. O Rubro-Negro não foi tão dominante quanto poderia, mas teve precisão e contundência nos momentos certos, fatores fundamentais para vencer competições classificatórias.