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Advogado do Galo minimiza cantos misóginos contra Flamengo

Foto: Divulgação

GLOBO ESPORTE: O STDJ manteve a punição de R$ 65 mil ao Atlético-MG por cantos homofóbicos e arremesso de objetos no campo por parte da torcida do Galo na partida contra o Flamengo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O Galo havia recorrido da punição, mas em última instância, os auditores mantiveram as multas por unanimidade dos votos.

O auditor relator Paulo Sérgio Feuz votou pela manutenção da decisão de primeiro grau e justificou reincidência por de arremessos em campo e a punição para atos discriminatórios. O advogado Theotônio Chermont defendeu o Galo e argumentou:

“O caso aqui tem uma intenção de brincar culturalmente, ainda que seja condenável, não direcionada. Isso acaba criando um problema muito sério aos clubes. Quando se trata de zoação de uma torcida para a outra, essa questão tem que ser relevada. Estou aqui admitindo que esse tipo de postura e comportamento é condenável sim, mas tem que ser relevado. Se tratarmos a ferro e fogo esse comportamento vindo de massa para massa, isso não tem a intenção de discriminar. É muito mais uma brincadeira com palavras que incomodam a minoria. Diante disso, peço que reduzam a condenação”.

Vice-presidente administrativo do STJD, o auditor Maurício Neves Fonseca fez algumas considerações antes de acompanhar o relator.

“Com todo o respeito ao advogado, o torcedor não fala isso em casa ou em uma festa em família. O torcedor fala isso no estádio entendendo que lá é uma terra sem lei. Temos que mudar isso com uma conscientização da torcida”.