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“São se discute se o Palmeiras jogou bem, só o Fla”, diz Mauro

Everton Cebolinha em Palmeiras x Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

UOL: A diferença de pontos do Palmeiras para o Flamengo diminuiu para sete após uma rodada na qual o time de Abel Ferreira empatou com o Fluminense no Maracanã, enquanto o comandado por Dorival Júnior venceu o Botafogo no Engenhão sem grande atuação. Mauro Cezar Pereira questiona a forma como a imprensa chama a atenção para o desempenho do time rubro-negro e não faz o mesmo em relação ao atual líder do campeonato.

No Posse de Bola, ao lado de Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi e Juca Kfouri, o colunista do UOL questiona quando foi o último grande jogo do Palmeiras na temporada e critica a forma como o desempenho palmeirense não tem a mesma ênfase que o do Flamengo quando atua abaixo do esperado.

“Discute-se se o Flamengo jogou bem, não se discute se o Palmeiras jogou bem. Qual foi o último grande jogo do Palmeiras? Alguém lembra? Grande jogo, imposição, domínio sobre o adversário, não um tempo do jogo, o jogo, que o Palmeiras ganhou. Quando foi que isso aconteceu a última vez? Faz tempo que o Palmeiras não faz grandes partidas. Eu não tenho visto esse futebol no Palmeiras, tenho visto resultados melhores do que o desempenho. O que valia para o Corinthians, vale para esse recorte da temporada palmeirense, mais resultado do que desempenho”, afirma. “Não se discute muito a qualidade de jogo do Palmeiras, só se discute a do Flamengo, acho bem curioso. O Flamengo não fez um bom jogo, gramado muito ruim, o Botafogo contra o Flamengo joga final de Copa do Mundo, todo mundo sabe disso. Ontem foi daqueles jogos que o Flamengo também tem o direito de ganhar jogando mal”, completa.



O Flamengo conseguiu reduzir em dois pontos a diferença de pontos para o líder Palmeiras, que encarou na sequência os então vice-líderes Corinthians, Flamengo e Fluminense. Para Juca Kfouri, apesar da queda na diferença, o favoritismo palmeirense não foi abalado e a missão segue difícil para os times de Dorival Júnior e Fernando Diniz.

“É claro que não existe impossível em futebol, o Flamengo vem ganhando seus jogos seguidamente e o Palmeiras empatou duas vezes em seus últimos três jogos, mas são empates providenciais para o Palmeiras manter sua boa vantagem, faltam 14 jogos, ele precisaria perder três e o Flamengo ganhar todos, é uma missão hercúlea para dizer o mínimo. Vai ser necessário que o Palmeiras caia de maneira que não parece cair. O Palmeiras firme e forte na liderança, segue como favoritaço para ser campeão brasileiro”, diz Juca.

A distância entre o líder Palmeiras e o novamente vice-líder Flamengo vem diminuindo nas últimas rodadas, faltando ainda 14 para o fim do Brasileirão. A dúvida é se o time de Dorival Júnior poderá repetir a arrancada rubro-negra de 2009 e 2020 para ser campeão, o que Mauro Cezar aponta ser perfeitamente viável.

“No primeiro turno o Palmeiras empatou seis, nesse segundo turno ele empatou dois até agora. Se ele empatar mais quatro, já perde os pontos que o Flamengo precisa. O que vai definir isso aí, o Flamengo tem que continuar ganhando. Ganhar 15 jogos, empatar um ou outro para ter chance de disputar o título. Se o Flamengo continuar ganhando os jogos, em algum momento, se o Palmeiras repetir a campanha do turno, eles vão se aproximar”, diz o colunista.

O São Paulo vem de três partidas nas quais criou oportunidades para vencer, mas perdeu gols e foi derrotado contra Santos, Flamengo e Fortaleza, isso antes de uma semana com semifinal da Copa Sul-Americana diante do Atlético-GO. Para Arnaldo Ribeiro, é o momento de o time se importar mais com o resultado do que com o desempenho.

“A receita para o São Paulo é ganhar na marra a Sul-Americana. Agora pouco importa o desempenho, chegou a hora de o São Paulo jogar mal e vencer, ele precisa vencer, não importa como jogar. O desempenho agora pouco importa para um time que está poucos pontos a frente da zona de rebaixamento e na semifinal do único campeonato que ele pode ganhar na temporada”, opina.

A derrota no Morumbi para o Fortaleza foi marcada por uma série de oportunidades perdidas pelo ataque do São Paulo, que acabou castigado em uma das poucas vezes em que foi atacado pelo time de Juan Pablo Vojvoda e o goleiro Jandrei não conseguiu evitar o gol. Para Mauro Cezar Pereira, a falta de um goleiro decisivo também pesa para o time de Rogério Ceni.

“Pesa bastante também a questão do goleiro. Contra o Flamengo e Fortaleza o Jandrei toma gols evitáveis e isso faz muita diferença. É uma posição muito específica e o São Paulo não tem goleiro, aí fica em desvantagem cedo contra o Flamengo, no primeiro tempo contra o Fortaleza e você joga sempre tentando recuperar o resultado, nunca está em vantagem. Nesses últimos jogos está sempre correndo tentando se recuperar e isso compromete muito o andamento das coisas para a equipe”, conclui.