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Quanto mais dinheiro, melhor

Time reserva do Flamengo no Allianz Parque – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR FERREIRA: Pouco tem de exagero dizer que Flamengo e Palmeiras estão para o futebol brasileiro como Real Madrid e Barcelona estão para o espanhol.

Evidentemente, cada qual com sua notoriedade mundial.

Mas pelo o que movimentam de dinheiro em seus orçamentos e principalmente pelo que investem no mercado de compra e venda de jogadores cruzado ao tanto de títulos obtidos nestes últimos anos, não se pode negar que os protagonistas da 23ª rodada no Allienz Parque são a melhor referência de sucesso.

Bem administrados, com dívidas saneadas e projetos esportivos bem-sucedidos, não à toa, foram os que mais investiram na janela fechada há pouco.

O Flamengo empenhou R$ 87,5 milhões em reforços para o time de Dorival Júnior, e o Palmeiras R$ 84,2 milhões em opções para o bicampeão da Libertadores.

Um luxo necessário para clubes que têm ousadas metas orçamentárias e desportivas.

E que desde 2015 disputam a hegemonia do pais num rali particular repleto de rivalidade.

Só para se ter uma ideia, o Flamengo soma quase R$ 1 bilhão na aquisição de jogadores nos últimos oito anos.

Foram cerca de R$ 250 milhões de 2015 a 2019, com Eduardo Bandeira de Mello, e mais R$ 715 milhões desde a posse de Rodolfo Landim, em 2019.

Ou seja: R$ 965 milhões, com média de R$ 120 milhões por ano.

Com o dinheiro, conquistou dez títulos: Estadual (quatro), Copa do Brasil, Supercopa do Brasil (duas), Brasileiro (dois), Libertadores, e Recopa Sul-Americana.

No mesmo período, o Palmeiras gastou pouco mais da metade, levando vantagem na relação custo & benefício.

Segundo levantamento do site UOL, de 2015 a 2019, com Alexandre Mattos na gestão do futebol, o clube injetou R$ 390,7 milhões em contratações.

E nos últimos três anos, já com o carioca Anderson Barros no comando da pasta, investiu mais R$ 179 milhões.

Os quase R$ 570 milhões renderam nove títulos: ganhou Estadual (dois), Brasileiro (dois), Copa do Brasil (duas), Libertadores (duas) e Recopa Sul-Americana.

Os dois comprovam a existência do ciclo virtuoso que se cria à partir do saneamento das dívidas e da recuperação do crédito.

Quanto mais dinheiro, mais qualidade.

Quanto mais qualidade, mais títulos.

Quanto mais títulos, mais retorno financeiro..