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Marcos Braz se manifesta sobre denúncia do STJD contra Gabigol e Arrascaeta

Marcos Braz fez questão de demonstrar respeito ao Athletico-PR, mas afirmou se tratar de uma situação muito perigosa

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, falou com a imprensa após a classificação do time à semifinal da Libertadores. O dirigente rubro-negro se manifestou sobre a denúncia do STJD contra Gabigol e Arrascaeta pelos lances no jogo contra o Athletico-PR, pela Copa do Brasil.

O pedido partiu do próprio Athletico, que juntou provas de vídeos dos lances e matérias jornalísticas. O Furacão justifica o oferecimento de denúncia contra os jogadores do Flamengo com fundamento nos artigos 254-A e 254 do CBJD. 

Não vou falar de palanque, nem usar a palavra ‘piada’, em respeito à Procuradoria e pessoas envolvidas. Mas, a partir do momento em que têm alguns lances que o juiz revisa no VAR, ou que tenha certeza do que aconteceu, mesmo que não tenha revisado no VAR, dá uma penalidade e pós-jogo querer interferir ou sugerir alguma punição que não seja a do juiz”, disse Marcos Braz

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Esquece o jogo do Flamengo, isso é muito perigoso, muito sensível. Eu respeito a posição de quem denunciou, mas, como vice-presidente de futebol, não posso deixar de emitir minha opinião, acho muito perigoso que tenha uma situação dessas. Enfim, são os novos tempos”, completou.

Relembre os lances envolvendo Gabigol e Arrascaeta:

Possíveis punições aos jogadores do Flamengo:

Gabigol foi enquadrado no Art. 254-A, que fala sobre ”praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente”. O artigo exemplica como agressão física como “desferir chutes ou pontapés, desvinculados da disputa de jogo”. Ademais, acrescenta que a ação tem que ser “de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido”. A punição máxima pode ser suspensão de quatro a doze partidas, por exemplo.

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Por fim, Arrascaeta foi denunciado no Art. 254, que menciona a ação de “praticar jogada violenta”. O artigo explica como “qualquer ação cujo emprego da força seja incompatível com o padrão razoavelmente esperado para a respectiva modalidade”. Além disso, considera “a atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário.” A punição prevista pode variar de uma a seis partidas.