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“Estou em choque”, diz Vitor Pereira sobre derrota para o Fla

Léo Pereira e Pedro em Corinthians x Flamengo – Foto: Marcelo Cortes

GLOBO ESPORTE: Por Bruno Cassucci e Marcelo Braga

O Corinthians perdeu por 2 a 0 para o Flamengo, nesta terça-feira, na Neo Química Arena, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores. O técnico Vítor Pereira admitiu que o Timão está em situação muito complicada e que o jogo foi um choque de realidade.

– Também gostaria de saber como vou resolver. Custa muito, estou um bocadinho em choque de realidade. Custa muito, custa muito perceber que o jogo de fato não é fácil de reverter uma situação dessa na Libertadores. Temos que ir lá competir, dar o nosso melhor, procurar perceber o jogo melhor do que hoje. O problema são os detalhes que definem esse tipo de jogo. Ficamos a reclamar de uma possível mão e demos espaço para o adversário. Hoje não sei por que, mas o jogo posicional quase não nos permitiu a fazer as combinações que estamos acostumados a fazer, não entramos em organização ofensiva, estava sempre em transição, “eles-nós”. Eles vão acrescentando, não conseguimos pressionar e pronto, a parte final foi um bocadinho sofrida, foi sofrível, eles poderiam ter feito um ou mais gols, afirmou Vítor.

O técnico entende que o Corinthians teria que fazer uma grande partida para conseguir competir contra um Flamengo em evolução e com um grupo de jogadores de nível superior.

– Sabíamos claramente que hoje, para competirmos e conseguirmos um bom resultado, teríamos que estar no nosso melhor nível. Não gosto de colorir um quadro quando ele é preto e branco. Hoje devíamos ter estado em nosso melhor nível e não conseguimos – comentou Vítor Pereira, que explicou o que pensou como estratégia para o Corinthians nesse jogo. Tínhamos que entender o adversário, que joga em losango, com muita gente por dentro. Ideia era achar corredor, achar espaço do lado contrario. Muitas vezes a bola estava do lado contrário e eu via espaço aberto para se ligar corredores e isso não existia.

Vítor Pereira comentou sobre a diferença na qualidade dos elencos ao citar as opções dos dois times. O treinador corintiano definiu a vitória como uma pancada dura.

– O 2 a 0 foi uma pancada forte do ponto de vista anímico, por mais que eu tentasse pedir para a equipe pressionar à frente. Tem que se perceber a quantidade de argumentos do elenco, o que está de um lado e do outro. Temos qualidade, não há duvida, mas temos que ter toda a gente disponível, não foi o caso, disse.

Para esse jogo, Vítor Pereira não contou com Willian, camisa 10 que ficou de fora com uma tendinite no músculo posterior da coxa direita, além de Renato Augusto, em fase de condicionamento. O treinador voltou a dizer que Róger Guedes não consegue ajudar na marcação jogando aberto pelos lados.

– O Willian poderia nos dar hoje um extra, algo a mais, estamos com dificuldades na frente. Adson hoje sentiu qualquer coisa, não sei. Gustavo veio de 90 minutos há três dias, teve dificuldade de recuperar. Tínhamos o Giovane para jogar como externo, a única solução, e tínhamos o Róger, que pode jogar como externo, mas como externo não defende o corredor como acho que tem que ser defendido. Passamos o Yuri no corredor e deixamos o Róger mais centralizado. O Yuri como externo não consegue dar o que queremos.

Ainda sobre o jogo, o treinador corintiano citou a facilidade do Flamengo em trabalhar a bola depois do primeiro gol.

– Na primeira parte, conseguimos competir. Depois do gol… O Thiago Maia passou a jogar de cadeirinha, rodar para um lado e para o outro, como nossa pressão não era agressiva, chegávamos atrasado de um lado e de outro. A qualidade individual e coletiva sobressai, eles têm essa qualidade, em vez de termos a iniciativa e a bola, não fomos capazes.

O jogo de volta das quartas de final da Libertadores será disputado na próxima terça-feira, dia 9 de agosto, no Maracanã. Para avançar de fase, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença e nos pênaltis ou por três ou mais.