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Análise Tática Flamengo 0 X 0 Athletico: Resultado não diz o que foi a partida

(Foto: Reprodução/Marcelo Cortes/Flamengo)

O Flamengo enfrentou o Athletico nesta quarta-feira (27/07), no Maracanã, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. O Mais Querido teve uma ótima atuação. Dominou completamente o adversário e criou diversas chances. Entretanto, não foi eficiente, desperdiçou elas e a partida terminou empatada em 0 a 0.

Para o confronto, Dorival Júnior não teve à disposição o zagueiro Rodrigo Caio e o atacante Bruno Henrique. Assim, o treinador optou por colocar o time que vem sendo o principal nas últimas partidas. A equipe atuou em um 4-1-2-1-2, com uma espécie de losango no meio de campo e uma dupla de ataque na frente. Na primeira linha, Rodinei e Filipe Luís foram os laterais, com David Luiz e Léo Pereira na zaga.

Thiago Maia fez a função de primeiro volante, dando sustentação na defesa e auxiliando a saída de bola. Na frente dele, Everton Ribeiro atuou por dentro à direita e João Gomes à esquerda. Já Arrascarta fez a “ponta” do losango. O uruguaio ficou como um “camisa 10”, próximo dos atacantes, centralizado, mas com liberdade para se movimentar, principalmente caindo pela esquerda.

Já Pedro foi o centroavante mais “fixo” próximo da área, com Gabigol solta, indo muito para direita. A postura do time, entretanto, foi espetacular. Equipe atuou de forma compacta, sem deixar espaço entre as linhas e com muita intensidade. A marcação era em bloco alto, com quase todos os jogadores no campo de ataque. Assim que o Flamengo perdia a posse, pressionava o Athletico, que não conseguia passar do meio de campo. Única finalização do Furacão no primeiro tempo foi aos 46.

O rubro-negro carioca, por sua vez, criou diversas chances. Com a marcação em cima e o Athletico todo recuado, até os jogadores que costumam ficar mais atrás estavam “soltos”, subindo para o ataque, como Filipe Luís pela esquerda e até Thiago Maia. A equipe criou diversas chances, a maioria pelo meio, passando por Everton Ribeiro e Arrascaeta. A mais clara foi aos 29, só que sem os toques dos meias. Pedro recebeu no pivô quase no meio de campo, limpou a marcação e abriu para João Gomes na esquerda. O volante cruzou na medida para Gabigol, na pequena área, que perdeu.

Segundo tempo

A equipe voltou a mesma para a segunda etapa. O Athletico tentou sair mais, só que sem sucesso. O Flamengo continuava mais no controle e chegou a dar bola na trave em cabeçada de Pedro, após escanteio. Já aos 15, Dorival fez as primeiras mudanças. Colocou Vidal e Cebolinha, nos lugares de João Gomes e Everton Ribeiro – que teve boa atuação.

Assim, o rubro-negro mudou de formação e passou a atuar em um 4-2-3-1. Na frente, Cebolinha ficou aberto na esquerda, com Gabigol na direita e Arrascaeta centralizado, tendo Pedro de referência. Já mais atrás, Thiago Maia continuou de primeiro volante, com Vidal de segundo. O chileno teve uma baita atuação. Se movimentando e caindo mais para a direita, o jogador controlou o meio de campo e o Flamengo criou três grandes chances passando pelos pés dele.

Na primeira, Vidal acionou Rodinei na ponta, que passou pelo marcador e cruzou na área. Após desvio, a bola sobrou para Pedro, que arrumou para Gabigol bater bem, tirando do goleiro, vom força, mas o zagueiro tirou em cima da linha. Pouco depois, o chileno deu lindo passe para infiltração de Thiago Maia na área pela direita. O volante cruzou para trás, nos pés de Gabi, que chutou e acertou o travessão. Por último, Vidal deu finalização colocada de fora, tirando tinta da trave.

Aos 32, Dorival fez a última mudança. O treinador tirou Filipe Luís para colocar Ayrton Lucas, com o objetivo de dar velocidade pelo setor esquerdo, tendo alguém para apoiar Cebolinha. Entretanto, tanto o lateral como o ponta não fizeram muita coisa. O time perdeu o gás na reta final, que também foi muito prejudicada pela péssima arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira. O juiz picotou demais nos últimos minutos, irritando o time.

A partida terminou em 0 a 0. Um resultado ruim, considerando que o Flamengo jogava em casa, e que não mostra nem um pouco o que foi o jogo. Mais Querido teve grande atuação, terminou com 74% de posse, 22 finalizações e 3 bolas na trave, enquanto o adversário chutou apenas 4 vezes, nenhuma a gol. Agora, terá que manter a postura fora de casa, mas caprichando mais na pontaria.


Fonte: Diário do Fla