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Arrascaeta e +9; Com a chegada de Vidal, conheça os estrangeiros que mais jogaram no Flamengo

Além disso, conterrâneo do volante foi um dos primeiros atletas de fora do Brasil a chegar no Fla

A torcida do Mengão já não se aguenta de ansiedade para ver o chileno Vidal entrar no campo do Maracanã. Ainda sem um anúncio oficial, os Rubro-Negros vão contar com um atleta de nível mundial, com passagens por alguns dos maiores clubes da Europa. Apesar de nunca ter atuado no Brasil, a língua não deve ser um problema para o sul-americano. Isso porque o volante terá pelo menos a companhia de Arrascaeta, outro estrangeiro que fala espanhol. Para se sentir ainda mais em casa, Vidal deve conhecer a trajetória de outros gringos que fizeram história no Fla.

Ao decorrer dos anos 2000, o Flamengo se decepcionou com a vinda de alguns estrangeiros, que não corresponderam ao esperado. Porém, ao estudar a história do Clube é possível ver que muitos gringos marcaram o nome no Rubro-Negro. Por aqui passaram técnicos lendários como o paraguaio Solich e o português Jorge Jesus. Na defesa, o o goleiro Fillol e o zagueiro Gamarra marcaram época. Vidal ainda tem um chileno para se espelhar, Héctor Parra foi o primeiro latino no Clube. Mas quem foram os gringos que mais jogaram no Flamengo?

 



Conheça agora os jogadores estrangeiros que mais atuaram com o Manto Sagrado:

10º – Pullen – 131 jogos
 

O inglês Sydney Pullen jogou no Flamengo em uma outra época do Clube, bem diferente da que se conhece hoje. Chegando em 1915, apenas três anos depois da criação do time de futebol, o atleta era o terceiro estrangeiro da história do Rubro-Negro. O meia rapidamente caiu nas graças da torcida, conquistando o Carioca logo no seu primeiro ano de Fla. Pullen ainda jogaria pela Seleção Brasileira em 1916, no torneio Sul-Americano, antes de ser convocado pela Inglaterra para a Primeira Guerra. Ao todo foram três cariocas e 47 gols pelo Mengão, até se aposentar em 1923.



9º – Valido – 143 jogos

Agustín Valido foi ídolo de dois dos maiores clubes do continente: Boca Juniors e Flamengo. Formado na base dos argentinos, o jogador chegou ao time do Rio depois de um amistoso contra o Rubro-Negro. O maior feito pelo Mengo foi o gol do título do Carioca de 1944, contra o Vasco, o primeiro tri estadual do Urubu. Além de ser o 7º maior artilheiro gringo da Gávea, com 45 gols, Valido tem um relato curioso da final contra o rival. O jogador estava aposentado, voltou apenas para jogar a decisão. O resto é história.



8º – Volante – 150 jogos

Imaginar um jogador ser tão marcante a ponto de dar nome a uma posição. Isso aconteceu com Carlos Volante, meia defensivo que revolucionou a nomenclatura do esporte no Brasil. Quando chegou ao Flamengo, em 1938, o argentino já tinha passagens por clubes da França e da Itália, como o Napoli, por exemplo. A alta capacidade defensiva do atleta ajudou o Clube a conquistar os cariocas de 1939, 1942 e 1943. Se a posição antes era marcada pela força física, Volante mostrou em seus 150 jogos pelo Mengo que dava para ser técnico e habilidoso.



7º – Arrascaeta – 168 jogos*

Esse talvez seja os “63kg de alcatra limpinha” mais famosos do Brasil. Giorgian De Arrascaeta chegou em 2019 à Gávea para fazer história. Considerado por muitos como o maior estrangeiro da história do Clube, o atleta ainda escreve sua trajetória. Até o momento são 168 jogos pelo Rubro-Negro, incluindo títulos de Libertadores, Brasileiro, Carioca, Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil. O uruguaio recentemente ultrapassou Valido e Pullen e é o 4º maior artilheiro estrangeiro do Clube. Perto dos 50 gols, Arrasca tenta bater a marca de Petkovic.

Agif/Thiago Ribeiro – Arrascaeta é o sétimo estrangeiro com mais jogos pelo Flamengo

6º – Cuéllar – 171 jogos

Apesar da saída do colombiano Gustavo Cuéllar não ter sido tão agradável para a torcida, o atleta ajudou a equipe durante um bom tempo em que esteve em campo. Não é à toa que o volante se encontra na 6ª colocação dessa lista. Em um período de reconstrução do time Rubro-Negro, o atleta equilibrava marcação defensiva e qualidade no ataque. O gol de fora da área contra o Santos, na Copa do Brasil de 2017, ajudou a equipe a chegar na final daquele ano. Campeão carioca de 2017 e 2019, o jogador ainda esteve presente no início da campanha do Brasileiro e da Libertadores no último ano.

Agif/Fernando Soutello – Cuéllar decidiu jogo de Copa do Brasil para o Flamengo

5º – Reyes – 194 jogos

Assim como Cuéllar, o paraguaio Francisco Reyes também enfrentou tempos complicados no Clube. Em épocas diferentes, o carinho adquirido pela torcida também foi bem maior para o zagueiro. Reyes chegou ao Flamengo em 1967, quando o Rubro-Negro não ganhava um Carioca há dois anos, chegando a quase sete quando o tabu foi quebrado. O atleta passou de rejeitado e emprestado pelo Mengo, a craque eleito o melhor na posição pelo Prêmio Bola de Prata em 1970. Em 1972, a conquista do Carioca selou a passagem pelo Fla.



4º – Petkovic – 196 jogos

Ídolo no Flamengo, Dejan Petkovic é um dos gringos mais lembrados pela torcida. Com direito a bandeirão na arquibancada, o sérvio protagonizou uma decisão de Carioca emblemática. Em 2001, o Flamengo perdia o título do estadual até os 43 do 2º tempo. Devido a derrota no primeiro jogo, o Rubro-Negro precisava ganhar com dois gols de diferença. De falta, Pet levou emoção ao Maracanã e marcou seu nome na história do Clube. Ele ainda retornou em 2009, sendo campeão do Brasileiro ao lado de Adriano. O meia é o 3º maior artilheiro estrangeiro do time, com 57 gols.

Getty Images / Fotógrafo de plantilla – Petkovic fez história cobrando falta pelo Flamengo

 

3º – García – 261 jogos

O Flamengo assistiu com atenção a Copa América de 1949, principalmente a Seleção Paraguaia. Dali viria uma contratação que marcava a história do Clube. Sinforiano García foi o segundo goleiro estrangeiro a jogar no Mengo, sendo apresentado com a euforia da torcida. Logo na estreia o atleta mostrava seu potencial, assegurando um 3 a 1 contra o Arsenal de Londres. García foi peça importante na conquista do tri Carioca de 1953, 1954 e 1955. Ele atuou ao lado de ídolos como Zagallo, Esquerdinha, Dida e Evaristo de Macedo.



2º – Doval – 263 jogos

Os anos que precederam os títulos da década de 80 foram importantes para a formação do lendário time do Flamengo. Posteriormente campeão do Brasileiro, Libertadores e Mundial, o Rubro-Negro revelou o que viria ser os maiores ídolos do Clube nos anos 70. Antes de Zico e Júnior, era um argentino quem assumia a função de craque na Gávea. Narciso Doval chegava ao time em 1969 e depois de 263 jogos, se tornou o maior artilheiro estrangeiro do Mengão, com 95 gols. O jogador foi campeão do Carioca duas vezes com o Manto, em 1972 e 1974.



1º – Modesto Bria – 360 jogos

O meia paraguaio Modesto Bria começou fazendo música no campo flamenguista em 1943. Isso porque foi o compositor Ary Barroso quem trouxe a joia do Nacional do Paraguai para o time da Gávea. Com a camisa do Mengão, Bria atuou por 11 anos e se tornou o estrangeiro com mais jogos pelo Clube. Campeão do Campeonato Carioca nas edições de 43, 44 e 53, o jogador se aposentou pelo Mengo após passagem pelo Santa Cruz de Recife. Voltaria ao time como treinador, em 1955, pela equipe juvenil. Anos depois, ajudou a revelar Zico.  



Fonte: Bolavip