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Conselho da Conmebol aprova mudanças nas punições à clubes em caso de racismo

Conselho da Conmebol aprova mudanças nas punições à clubes em caso de racismo
Foto: Reprodução/Conmebol.com

Nesta terça-feira, o Conselho da Conmebol aprovou as mudanças nas punições aos clubes em casos de discriminação nas competições da entidade. A votação não foi unânime e, por conta disso, a CBF não conseguiu o maior rigor nas sanções. A entidade brasileira propunha a perda de pontos, mas de acordo com o ‘UOL’ as outras nove associações entendem que as alterações atuais irão resolver.

Segundo o portal, foram duas mudanças aprovadas: aumento da multa mínima de 30 mil dólares para 100 mil e a possibilidade de jogar sem torcida ou parte do estádio fechado. Antes, os clubes apenas pagavam a multa de 30 mil. Vale ressaltar que as alterações já valem para as edições atuais das competições da Conmebol. Ao ‘GE’, na última sexta-feira, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, afirmou que mandaria uma proposta à Conmebol sobre este assunto.

”Não concordo com apenas multa financeira ao clube que tiver um torcedor racista. Não se combate a discriminação apenas aumentando a multa. Tem que ser de forma mais dura. O clube precisa sofrer uma punição esportiva. Quero que o time do torcedor identificado cometendo um ato racista perca pelo menos um ponto na tabela do campeonato. Só assim acredito que vamos pacificar os estádios. O clube tem que ser punido por não ter conseguido educar o torcedor que entra no seu estádio. Com a punição esportiva ao clube, conseguimos envolver o torcedor nesta luta antirracista. O torcedor seria um fiscal contra o preconceito na arquibancada. Quero propor uma ampla discussão aqui no Brasil para a próxima temporada. Vou pedir a perda de pelo menos um ponto a partir do ano que vem. Essa discussão vai ser boa para ver quem realmente quer combater o racismo no futebol”, disse o presidente.

Além das mudanças já aprovadas, a Conmebol irá orientar os árbitros a seguir os três passos da Fifa em casos de racismo. São eles:

no primeiro, o jogo fica paralisado e avisos nos telões e alto-falantes pedem que a torcida pare com as ofensas; 

no segundo, o jogo para novamente, mas por mais tempo e os jogadores descem para o vestiário – novos avisos são dados;

se não pararem, o terceiro passo é encerrar definitivamente o confronto, suspendendo-o independentemente dos minutos jogados

Fonte: Diário do Fla