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‘Gramado do Maracanã será capaz de aguentar a maratona de jogos de Flamengo e Fluminense’, declara CEO do estádio

Foto: Divulgação / Maracanã

A espera está chegando ao fim e neste sábado o Maracanã será reaberto para uma partida de futebol. O templo sagrado ficou fechado por três meses para a implantação de um gramado híbrido. Em entrevista para o “Lance!”, Severiano Braga, CEO do estádio, disse que o custo total da reforma foi de R$ 4 milhões e explicou do processo da modernização.

“A grande mudança é o gramado plantado no estádio. Logo depois entramos com o reforço da fibra. Temos 70 jogos, nenhum estádio é assim. Flamengo e Fluminense estão bem nas competições e vão sempre até o final, então é muito desgastante.”

“Fizemos o trabalho para resistir a esses jogos. Não quer dizer que não possa ter mais jogos, mas para poder ter isso tivemos que fazer o gramado dessa forma. Tentamos fazer de tudo em 2021 e vimos que tínhamos que entrar com uma intervenção mais pesada. Para aguentar esse volume, tivemos que trocar”, disse Severino.

O gramado do Maracanã foi alvo de muitas críticas durante a temporada passada. Até mesmo o técnico da Seleção Brasileira, Tite, detonou as condições em que o campo estava. O novo tapete será híbrido, ou seja com nova grama natural e sintética. Flamengo e Fluminense farão cerca de 70 jogos e o gramado será capaz de aguentar essa maratona. Todo custo da reforma foi arcado pelo próprio estádio.

“Esse gramado é para ter longevidade grande mesmo. É para não termos aquelas paradas que tivemos. O que temos, o que é normal em todo gramado, é quando começar a época de frio, em abril, maio, é preciso fazer um reforço com uma semente de inverno, para semear, fazendo um consórcio da grama de inverno com a de verão. Só com a de verão não resiste. De abril a setembro temos esse consórcio. Quando volta o calor, acaba que essa grama de inverno vai embora. Mas não será mais preciso parar.”

Para finalizar, Severiano Braga explicou sobre os cuidados que se deve ter com o novo gramado. Como já foi dito anteriormente, o estádio tem receita própria e arcou com todo custo da reforma, que ficou em torno de R$ 4 milhões.

“Não muda muita coisa em relação à manutenção porque a fibra foi instalada, mas tem uma altura menor do que a natural. Então a grama natural irá crescer, será cortada e a fibra, como é mais baixa, o processo é o mesmo. Foram duas máquinas importadas para encorpar nosso corpo de equipamentos, mas a manutenção é a mesma. Produtos para a raíz, para a folha e fazer a catação, irrigação como fazíamos.”

Fonte: Diário do Fla