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Os 25 jogadores brasileiros que ‘viraram a casaca’ e foram jogar nos rivais

É cada vez mais raro encontrar jogadores que dedicaram suas carreiras em um único clube, como os goleiros Rogério Ceni, no São Paulo, e Marcos, no Palmeiras. Como o mercado da bola nunca para, atletas brasileiros acabam deixando os times em que marcaram época para respirar novos ares, e, algumas vezes, acabam se juntando aos rivais.

Dos que ganharam fama internacional, Roberto Carlos, Cafu, Edmundo e Ronaldo Fenômeno são alguns exemplos tupiniquins que acabaram vestindo camisas antagônicas do futebol.

Veja a lista dos jogadores que já defenderam clubes rivais.

25. Cafu

Foto: (Tim de Waele/Getty Images) – Cafu, ídolo na seleção brasileira, atuou por rivais paulistas

Antes de fazer sucesso no Milan, da Itália, e brilhar com a Seleção na conquista do tetra e do penta campeonato mundial, o lateral-direito Cafu teve que superar as nove recusas em peneiras para iniciar sua trajetória no futebol. Começando como ponta direito do Sâo Paulo, em 1989, Cafu foi recuado para a lateral e se tornou uma das referências da posição. Pelo Tricolor, Cafu disputou 272 jogos, marcou 38 gols e ganhou dois Campeonatos Paulistas, um Brasileiro, duas Copas Libertadores dois Mundiais de Clubes, duas Recopas Sul-Americanas e uma Supercopa.

Em 1994, deixou o São Paulo para se juntar ao Zaragoza, da Espanha, mas acabou voltando para o Brasil pouco tempo depois. Como o Tricolor tinha colocado uma multa no contrato do lateral-direito, caso ele se juntasse a um clube rival paulista, foi liberado pelos espanhóis para assinar com o Juventude, que era patrocinado pela Parmalat. De lá, foi repassado para o Palmeiras, em julho de 1995, onde ficou por duas temporadas e conquistou o Campeonato Paulista de 1996.

24. Roberto Carlos

Foto: (Dante Fernandez/Getty Images) - Roberto Carlos defendeu os dois lados do Derby Paulista
Foto: (Dante Fernandez/Getty Images) – Roberto Carlos defendeu os dois lados do Derby Paulista

Conhecido pela potente canhota e um grande vigor físico na marcação, o lateral-esquerdo Roberto Carlos ganhou notoriedade nacional quando chegou ao Palmeiras, em 1993, adquirido graças ao patrocínio da Parmalat. No Verdão, Roberto Carlos ajudou a quebrar o jejum alviverde de 16 anos sem títulos ao vencer o Corinthians na final do Paulistão do mesmo ano. Depois de três temporadas no Palestra, o lateral-esquerdo foi para a Europa, onde fez sucesso no Real Madrid e também pentacampeão do mundo em 2002, com o Brasil.

Em novembro de 2009, com o desejo de voltar ao seu país, Roberto Carlos tinha o interesse de retornar ao Palmeiras, mas o time alviverde acabou recusando o negócio por achar os valores muito altos. Dias depois, Ronaldo Fenômeno, companheiro de Seleção e Real Madrid, fez o convite para que o lateral-esquerdo atuasse com ele no Corinthians. No Timão, o lateral-esquerdo disputou 64 jogos e marcou cinco gols, deixando a equipe em 2011.

23. Edmundo

Foto: (Buda Mendes/Getty Images) - Ídolo no Vasco, Edmundo teve uma passagem marcante no Flamengo
Foto: (Buda Mendes/Getty Images) – Ídolo no Vasco, Edmundo teve uma passagem marcante no Flamengo

Revelado pelas categorias de base do Vasco, o atacante Edmundo teve um início arrasador vestindo a camisa cruzmaltina, levando a equipe à conquista do Campeonato Carioca de 1992. Depois de brilhar no Gigante na Colina, Edmundo foi para o Palmeiras, em 1993, onde se tornou ídolo e conquistou dois Campeonatos Brasileiros e dois Paulistas. Em 1995, o atacante se transferiu para o maior rival cruzmaltino, Flamengo, onde fez parte do “Melhor Ataque do Mundo”, ao lado de Romário e Sávio.

Contudo, a passagem de Edmundo no Rubro-Negro ficou marcada por polêmicas, como a briga com Zandoná, do Vélez Sarsfield, da Argentina, em jogo válido pela Supercopa dos Campeões de 95. O ‘Animal’ também trocou farpas com Romário, protagonizando a famosa fala do Baixinho: “Agora a corte está toda feliz: o rei, o príncipe e o bobo”. Pelo Flamengo, Edmundo disputou apenas 23 jogos e marcou nove gols. Em agosto de 1996, Edmundo voltou ao Vasco da Gama, onde ganhou status de ídolo com a conquista do Campeonato Brasileiro de 1997.

22. Bebeto

Foto: (Picture Alliance/Getty Images) - Bebeto fez o caminho inverso, deixando o Flamengo para se juntar ao Vasco
Foto: (Picture Alliance/Getty Images) – Bebeto fez o caminho inverso, deixando o Flamengo para se juntar ao Vasco

Após a saída de Zico para a Udinese, da Itália, em 1984, a Nação Rubro-Negra tinha o atacante Bebeto como o substituto ideal para o Rei da Gávea. Nascido em Salvador-BA, o franzino Bebeto começou sua trajetória de quatro temporadas no Flamengo, onde foi campeão carioca de 1986 e campeão da Copa União de 1987.

Em 1989, o atacante causou polêmica no Rio de Janeiro ao deixar o Flamengo para se juntar ao Vasco, sendo peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Defendeu o Gigante da Colina até 1992, quando se transferiu para o futebol europeu e, dois anos mais tarde, formou a dupla de ataque com Romário na seleção brasileiro na conquista do pentacampeonato mundial. Bebeto chegou a voltar para o Flamengo em 1996, mas não repetiu o sucesso da primeira passagem e, entre 1998 e 1999, defendeu as cores de outro rival: o Botafogo, onde foi campeão do Torneio Rio-São Paulo.

21. Renato Gaúcho

Foto: (Edu Andrade/Getty Images) - Ídolo no Grêmio, tanto como jogador, quanto treinador, Renato Gaúcho também 'virou a casaca' defendendo os dois lados do Fla-Flu
Foto: (Edu Andrade/Getty Images) – Ídolo no Grêmio, tanto como jogador, quanto treinador, Renato Gaúcho também ‘virou a casaca’ defendendo os dois lados do Fla-Flu

O ponta Renato Gaúcho é um dos maiores ídolos da história do Grêmio, onde, como jogador, conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes de 1983, inclusive marcando os dois gols da final contra o Hamburgo, da Alemanha. Depois de ser bicampeão gaúcho em 1985 e 1986, Renato Portaluppi foi contratado pelo Flamengo em 1987, onde foi campeão da Copa União do mesmo ano. Após rápida passagem no futebol europeu, o ponta voltou ao Rubro-Negro em 1989, garantindo sua convocação para a disputa da Copa do Mundo de 1990 com a Seleção.

Em 1991, chegou a trocar a Gávea por General Severiano, mas acabou ficando marcando no Botafogo pela derrota para o próprio Flamengo no Campeonato Brasileiro de 1992. Anos depois, Renato Gaúcho ficou marcado na história do Fluminense, quando marcou o icônico gol de barriga, que garantiu o título carioca de 1995 num Fla-Flu. Como treinador, Portaluppi também já dirigiu os dois lados do clássico carioca.

20. Ronaldo Fenômeno

Foto: (Claudio Villa/Getty Images) - Diferente dos demais, Ronaldo Fenômeno defendeu as cores de rivais europeus
Foto: (Claudio Villa/Getty Images) – Diferente dos demais, Ronaldo Fenômeno defendeu as cores de rivais europeus

Eleito três vezes o melhor jogador do mundo (1996, 1997 e 2002), bicampeão da Copa do Mundo em 1994 e 2002, e um dos maiores centroavantes da história do futebol. Esse é o resumo da história de Ronaldo Fenômeno, que também brilhou em seus 14 anos atuando no futebol europeu. Entre 1996 a 1997, Ronaldo dominou o planeta vestindo as cores do Barcelona, da Espanha, disputando 49 partidas e marcando 47 gols. Depois, assinou com a Inter de Milão, da Itália, onde ficou por cinco temporadas, participando de 99 jogos e anotando 59 gols.

Após o pentacampeonato mundial com o Brasil, Ronaldo Nazário assinou com o Real Madrid, causando a ira dos torcedores culés. Pelos Merengues, disputou 177 jogos e marcou 104 gols, ficando marcado na história como um dos integras da Era dos Galáticos. Em janeiro de 2007, o Fenômeno assinou com o Milan, principal rival da Internaziolane. Foram apenas 20 jogos pelos Rossoneros, marcando nove gols.

19. Serginho Chulapa

Foto:  (Alexandre Schneider/Getty Images) - Serginho Chulapa conseguiu a façanha de ser uma dos maiores artilheiros da história do Santos e do São Paulo
Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images) – Serginho Chulapa conseguiu a façanha de ser uma dos maiores artilheiros da história do Santos e do São Paulo

Apesar do temperamento explosivo, o centroavante Serginho Chulapa marcou história pelos dois lados do Clássico San-São. Torcedor assumido do Santos, começou sua carreira no rival São Paulo, em 1973, onde disputou, ao todo, 401 jogos e marcou 242 gols, se tornando o maior goleador da história tricolor. Além dos gols, Chulapa conquistou o Campeonato Brasileiro de 1977 e os Campeonatos Paulistas de 1975, 1980 e 1981.

Em 1983, realizou o sonho de vestir a camisa do Peixe, e, no ano seguinte, marcou o gol do título paulista na final contra o Corinthians. No período intercalado de 1983/84 – 1986 – 1988/89 e 1990 , Serginho Chulapa atuou em 202 jogos pelo Santos, onde marcou 104 gols e se tornou o 21º maior artilheiro da história do Peixe, além de ser o 3º maior goleador após a Era-Pelé.

18. Nelinho

Foto: (Picture Alliance/Getty Images) Nelinho, em pé à esquerda, conseguiu ficar marcado na história tanto do Cruzeiro, quanto do Atlético Mineiro
Foto: (Picture Alliance/Getty Images) Nelinho, em pé à esquerda, conseguiu ficar marcado na história tanto do Cruzeiro, quanto do Atlético Mineiro

Nascido no Rio de Janeiro em 26 de julho de 1950, o lateral-direito Nelinho, que iria se tornar um dos maiores cobradores de falta do Brasil de todos os tempos, rodou por equipes cariocas e estrangeiras antes de chegar ao Cruzeiro, em 1973, onde se tornou ídolo. Pela Raposa, Nelinho fez parte de uma das maiores equipes da história celeste, e conquistou o Campeonato Mineiro em 1972, 1973, 1974 e 1977, além da Copa Libertadores de 1996.

Depois de brilhar na Copa do Mundo de 1978 com a Seleção, e ficar até 1980 no Cruzeiro, o lateral-direito assinou com o Atlético Mineiro. Pelo Galo, Nelinho disputou 274 jogos, marcou 52 gols e conquistou quatro títulos mineiros, em 1981, 1982, 1983 e 1985.

17. Mário Sérgio

Foto: (Buda Mendes/Getty Images) - Mário Sérgio fez sucesso por onde passou, mas ficou marcado nos dois lados da história Gre-Nal
Foto: (Buda Mendes/Getty Images) – Mário Sérgio fez sucesso por onde passou, mas ficou marcado nos dois lados da história Gre-Nal

Nascido no dia 7 de setembro de 1950 na cidade do Rio de Janeiro, o meio-campista Mário Sérgio brilhou por onde passou no futebol brasileiro. Após passagens por Flamengo, Vitória, Fluminense e Botafogo, Mário Sérgio chegou ao Internacional em 1979, onde fez parte da campanha histórica da conquista invicta do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Ainda pelo Colorado, o meio-campista ganhou o Gauchão de 1981 e 1984.

Em 1983, o Grêmio buscava um camisa 10 para a disputa do Mundial de Clubes, e encontrou o ‘Vesgo’ como a solução perfeita. Mário Sérgio conquistou o título Mundial com o Imortal, tendo disputado apenas 11 jogos com a camisa tricolor, mas ficando marcado na história da dupla Gre-Nal. Depois de trabalhos como técnico, Mário Sérgio faleceu em 2016 no trágico acidente aéreo da Chapecoense, sendo um dos passageiros do voô , pois seria um dos comentaristas dos canais Fox Sports para a final da Copa Sul-Americana.

16. Felipe

Foto: (Buda Mendes/Getty Images) Ídolo no Vasco, Felipe também teve uma passagem pelo arquirrival Flamengo
Foto: (Buda Mendes/Getty Images) Ídolo no Vasco, Felipe também teve uma passagem pelo arquirrival Flamengo

Seja como meia, ou como lateral-esquerdo, a canhota de Felipe esbanjava técnica nos campos cariocas. Revelado pelas categorias de base do Vasco, Felipe estreou como profissional cruzmaltino em 1996, mas foi ganhar notoriedade nacional no ano seguinte, quando, ao lado do também recém-revelado Pedrinho, conquistou o Campeonato Brasileiro. Em 1998, o meia também foi peça fundamental do Gigante da Colina na conquista inédita da Copa Libertadores.

Depois de problemas com o então presidente cruzmaltino Eurico Miranda, Felipe se transferiou para o Galatasaray, da Turquia, em 2001, mas voltou ao Brasil pouco tempo depois. Contudo, o meia vestiu a camisa do arquirrival Flamengo, onde acumulou atuações oscilantes. Em 2006, Felipe deixou o Rubro-Negro para fechar com o Fluminense, onde também não ficou muito tempo. Em 2011, o meia voltou ao Vasco da Gama e foi um dos líderes da conquista da Copa do Brasil e do vice-campeonato do Brasileirão.

15. Dida

Foto: (Felipe Oliveira/Getty Images) - Depois de brilhar na Europa e na Seleção, Dida defendeu as duas cores do Gre-Nal
Foto: (Felipe Oliveira/Getty Images) – Depois de brilhar na Europa e na Seleção, Dida defendeu as duas cores do Gre-Nal

Multicampeão no Milan, da Itália, e goleiro da seleção brasileira em nas Copas do Mundo de 2002 e 2006, Dida também defendeu as cores de arquirrivais no Brasil. Com passagens por Vitória, Cruzeiro e Corinthians, Dida voltou ao país em 2012, após ficar dois anos parado, para defender as cores da Portuguesa. No ano seguinte, o goleiro fechou um contrato de uma temporada com o Grêmio, atuando em 37 rodadas do Campeonato Brasileiro daquele ano, quando o Tricolor ficou na 2ª posição.

Além disso, o goleiro também ficou marcado no Grêmio por pegar a cavadinha de Pato, do Corinthians, na disputa de pênaltis por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil de 2013. No ano seguinte, Dida vestiu a camisa colorada e fechou um contrato de duas temporadas com o Internacional, onde conquistou o bicampeonato gaúcho em 2014 e 2015, e pendurou suas luvas.

14. Leonardo Silva

Foto: (LatinContent/Getty Images) - Antes de ficar marcado na história do Atlético Mineiro, Leonardo Silva passou pelo Cruzeiro
Foto: (LatinContent/Getty Images) – Antes de ficar marcado na história do Atlético Mineiro, Leonardo Silva passou pelo Cruzeiro

O zagueiro Leonardo Silva está marcado na história do Atlético, onde disputou 390 partidas e marcou 36 gols. Contudo, Léo Silva garantiu seu lugar no hall da fama do Galo através de títulos importantes, já que foi tetracampeão mineiro em 2012, 2013, 2015 e 2017, campeão da Copa Libertadores de 2013, inclusive marcando gol na final, campeão da Recopa Sul-Americana e da Copa do Brasil em 2014.

Antes de fazer história no Atlético, o zagueiro teve uma boa passagem pelo Cruzeiro. Após chegar por empréstimo à Raposa em 2009, Léo Silva conquistou o Campeonato Mineiro e foi vice-campeão da Copa Libertadores daquele ano. O Cruzeiro comprou o passe de Léo Silva em 2010, mas uma lesão em junho atrapalhou sua passagem com a camisa celeste, assinando com o Galo no ano seguinte.

13. Danilo

Foto: (Etsuo Hara/Getty Images) - Danilo conseguiu a façanha de ser campeão mundial pelo São Paulo e pelo Corinthians
Foto: (Etsuo Hara/Getty Images) – Danilo conseguiu a façanha de ser campeão mundial pelo São Paulo e pelo Corinthians

Revelado pelas categorias de base do Goiás, o meia Danilo chegou ao São Paulo em 2004 e, no ano seguinte, participou de um dos maiores anos da história tricolor. Isso porque Danilo foi campeão do Campeonato Paulista, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2005, sendo peça fundamental no duelo contra o Liverpool, da Inglaterra. Em 2006, o meia também participou da campanha campeã do Brasileirão.

Após passagem no futebol japonês, Danilo retornou ao Brasil em 2010 para defender as cores do maior rival tricolor: o Corinthians. No Timão, o meia se tornou um dos maiores ídolos alvinegros, conquistando o Campeonato Brasileiro de 2011, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 2012, o Campeonato Paulista e a Recopa Sul-Americana em 2013, os Brasileirões de 2015 e 2017, e o Paulistão de 2018.

12. Alexandre Pato

Foto: (Ricardo Bufolin/Getty Images) - Alexandre Pato fez o caminho contrário, deixando o Corinthians contestado, para apresentar uma melhora no São Paulo
Foto: (Ricardo Bufolin/Getty Images) – Alexandre Pato fez o caminho contrário, deixando o Corinthians contestado, para apresentar uma melhora no São Paulo

Após um início meteórico no Internacional, o atacante Alexandre Pato seguiu direto para o Milan, da Itália. Após sofrer com lesões na Europa, Pato voltou ao Brasil para assinar com o Corinthians, se tornando uma das contratações mais caras da história alvinegra (cerca de 15 milhões de euros na cotação da época). Contudo, sua passagem no Parque São Jorge não teve o retorno desejado, já que foram 67 jogos pelo Timão e 17 gols marcados. O atacante saiu pela porta dos fundos após o pênalti mal batido contra o Grêmio, nas quartas de final da Copa do Brasil de 2013.

Alexandre Pato trocou o Corinthians pelo São Paulo no início de 2014, por empréstimo de dois anos. Com a camisa tricolor, o atacante apresentou uma melhora no Morumbi, tendo disputado 103 jogos e marcado 47 gols. Por conta disso, Pato voltou a atuar na Europa vestindo as cores do Villareal, da Espanha, e do Chelsea, da Inglaterra, além de atuar pelo Tianjin Quanjian, China. Em 2019, Alexandre Pato voltou ao São Paulo, onde ficou até agosto do ano seguinte.

11. Jadson

Foto: (Helio Suenaga/Getty Images) - Contestado no São Paulo, Jadson foi envolvido na troca com Alexandre Pato e fez história no Corinthians
Foto: (Helio Suenaga/Getty Images) – Contestado no São Paulo, Jadson foi envolvido na troca com Alexandre Pato e fez história no Corinthians

Após grande início de carreira no Athletico Paranaense, o meia Jadson se transferiu para o Shakhtar Donestsk, da Ucrânia, em 2005. Depois de ficar sete anos no futebol europeu, Jadson decidiu voltar ao Brasil para defender as cores do São Paulo, custando R$11 milhões na época. Foram duas temporadas no Tricolor Paulista, onde disputou 118 jogos, marcou 21 gols e concedeu 18 assistências, porém, o meia era contestado no Morumbi.

Precisando de novos ares, Jadson foi envolvido na troca do São Paulo por Alexandre Pato, em 2014, se tornando jogador do Corinthians, onde ficou marcado na história alvinegra. No Timão, o meia atuou em 234 partidas, anotou 58 gols e deu 51 assistências, sendo peça fundamental no bicampeonato brasileiro, em 2015 e 2017, e no tricampeonato paulista, conquistado em 2017, 2018 e 2019.

10. Ganso

Foto: (Luis Vera/Getty Images) - Após encantar o mundo no Santos, Paulo Henrique Ganso deixou a Vila Belmiro pela porta dos fundos para tentar recuperar seu bom futebol no São Paulo
Foto: (Luis Vera/Getty Images) – Após encantar o mundo no Santos, Paulo Henrique Ganso deixou a Vila Belmiro pela porta dos fundos para tentar recuperar seu bom futebol no São Paulo

Camisa 10 clássico, o meia Paulo Henrique Ganso encantou o Brasil e o mundo quando surgiu com os Meninos da Vila. Da mesma geração que Neymar, PH Ganso teve um início meteórico no Santos, onde foi tricampeão paulista (em 2010, 2011 e 2012), campeão da Copa do Brasil, em 2010, e vencedor da Copa Libertadores em 2011. Contudo, o meio sofreu com graves lesões de joelho no Peixe, o que atrapalhou sua passagem com a camisa alvinegra.

Em baixa no Santos, Ganso deixou a Vila Belmiro pela porta dos fundos, tendo assinado com o São Paulo em 2012 para recuperar seu bom futebol. Mesmo atuando pouco, o meia ganhou a Copa Sul-Americana com o Tricolor em seu primeiro ano. Foram quatro temporadas no Morumbi, onde Paulo Henrique Ganso disputou 214 jogos, marcou 24 gols e concedeu 46 assistências, fazendo o parte do quarteto composto por Kaká, Luis Fabiano e Alexandre Pato no São Paulo.

9. Lucas Lima

Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images) - Lucas Lima ganhou fama nacional no Santos, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho no Palmeiras
Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images) – Lucas Lima ganhou fama nacional no Santos, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho no Palmeiras

Após um início sem brilho, em 2014, o meia Lucas Lima ganhou os holofotes nacionais vestindo a camisa do Santos. No ano seguinte, foi um dos nomes importantes do Peixe na conquista do Campeonato Paulista, vencendo o rival Palmeiras. Em 2016, Lucas Lima voltou a ser campeão paulista com o Santos, se destacando até 2017, tendo disputado 201 jogos com a camisa alvinegra, marcando 19 gols e concedendo 52 assistências.

Em 2018, o Palmeiras não pensou duas vezes ao contratar o meia para que ele fizesse parte de um futuro promissor alviverde. Lucas Lima até começou bem pelo Verdão, sendo o vice-líder em assistências com 12 passes para gol, porém, não conseguiu repetir o mesmo desempenho que teve na Vila Belmiro. O meia foi tendo cada vez menos espaços com a camisa alviverde, sendo criticado pela torcida. Atualmente está emprestado ao Fortaleza.

8. Raphael Veiga

Foto: (Jason Silva/AGIF) - Antes de brilhar pelo Palmeiras, Raphael Veiga passou pela dupla Atletiba
Foto: (Jason Silva/AGIF) – Antes de brilhar pelo Palmeiras, Raphael Veiga passou pela dupla Atletiba

Campeão paulista e da Copa do Brasil em 2020, bicampeão da Copa Libertadores em 2020 e 2021 e, recentemente, campeão da Recopa Sul-Americana em 2022, o meia Raphael Veiga passou pela dupla Atletiba antes de brilhar pelo Palmeiras. Revelado pelas categorias de base do Coritiba em 2016, Raphael Veiga disputou 24 jogos, marcou três gols e concedeu três assistências. Com um futuro promissor, o meia foi vendido pelo Coxa ao Verdão.

Sem muito espaço no início da passagem pelo Palmeiras, Veiga foi emprestado ao Athletico Paranaense em 2018, onde começou a mostrar que seria um grande jogador. No Furacão, o meia atuou em 48 jogos, marcou nove gols e deu oito assistências, sendo peça fundamental na conquista da Copa Sul-Americana do mesmo ano.

7. Fred

Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images) - Ídolo no Fluminense, Fred já passou pelo Atlético Mineiro e pelo Cruzeiro
Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images) – Ídolo no Fluminense, Fred já passou pelo Atlético Mineiro e pelo Cruzeiro

Revelado pelas categorias de base do América Mineiro, o centroavante Fred fez sucesso no Lyon, da França, e se tornou ídolo no Fluminense. Contudo, antes disso, Fred passou pelo Cruzeiro em 2004, antes de seguir para a Europa, acumulando uma alta média de gols, já que marcou 37 vezes em 41 jogos com a camisa celeste, até 2005.

Depois de fazer história no Fluminense com a conquista de dois Campeonatos Brasileiros, o centroavante fechou, em 2016, com o arquirrival do Cruzeiro: o Atlético Mineiro. Pelo Galo, Fred atuou em 83 jogos e anotou 42 gols, conquistando o Campeonato Mineiro em 2017. Após deixar o Atlético por conta de problemas financeiros, o centroavante voltou à Raposa em 2018, mas não conseguiu repetir o sucesso da primeira passagem, e acabou fazendo parte da campanha que rebaixou o Cruzeiro para a Série B, em 2019.

6. Giuliano

Foto: (Buda Mendes/Getty Images) - Giuliano também jogou pelos dois lados do Gre-Nal
Foto: (Buda Mendes/Getty Images) – Giuliano também jogou pelos dois lados do Gre-Nal

Revelado pelas categorias de base do Paraná, o meia Giuliano ganhou destaque no futebol internacional defendendo as cores justamente do Inter. Após chegar ao Colorado em 2009, Giuliano foi um dos destaques da equipe na conquista do Campeonato Gaúcho e da Copa Libertadores do ano seguinte, sendo eleito o melhor jogador da competição continental. O meia deixou o Internacional em 2011 para assinar com o Dnipro, da Ucrânia.

Depois de quatro temporadas no futebol europeu, Giuliano teve a chance de voltar ao Inter, mas acabou se acertando com o arquirrival Grêmio. Com a camisa tricolor, o meia disputou 110 jogos, marcou 19 gols e concedeu 20 assistências, deixando o Imortal rumo ao Zenit, da Rússia, antes da conquista da Copa do Brasil em 2016. Ano passado, Giuliano teve propostas da dupla Gre-Nal, mas acabou escolhendo o Corinthians.

5. Emerson Sheik

Foto: (Buda Mendes/Getty Images) - Campeão brasileiro com o Flamengo em 2009, Emerson Sheik repetiu o feito no Fluminense, onde deixou polêmica
Foto: (Buda Mendes/Getty Images) – Campeão brasileiro com o Flamengo em 2009, Emerson Sheik repetiu o feito no Fluminense, onde deixou polêmica

Irreverente, o atacante Emerson Sheik é sem sombra de dúvidas um dos grandes personagens do futebol brasileiro. Após fazer sucesso no Catar, Emerson Sheik vestiu o manto rubro-negro em 2009, onde fez parte da campanha campeã do Brasileirão, disputando 14 rodadas e marcando sete gols.

Depois de voltar ao mundo árabe, Sheik assinou com o Fluminense em 2010 e se mostrou predestinado. Isso porque também foi campeão brasileiro daquele ano, quando inclusive marcou o gol do título sobre o Guarani. Contudo, o atacante deixou polêmica nas Laranjeiras, já que saiu do Flu depois de ter cantando uma música que fazia alusão ao rival rubro-negro no ônibus da delegação tricolor.

4. Gerson

Foto: (Thomas Santos/AGIF) - Revelado pelas categorias de base do Fluminense, Gerson marcou época no rival Flamengo
Foto: (Thomas Santos/AGIF) – Revelado pelas categorias de base do Fluminense, Gerson marcou época no rival Flamengo

Cria de Xerém, o meia Gerson ficou marcado por títulos conquistados no arquirrival. Gerson subiu aos profissionais do Fluminense em 2014, se mostrando um talento promissor que acabaria na Europa. Dois anos depois, o meia cumpriu com a expectativa e se transferiu para a Roma, da Itália, por 16 milhões de euros (cerca de R$60 milhões na cotação da época).

Sem repetir o mesmo brilho no futebol italiano, Gerson voltou ao Brasil em 2019, mas, desta vez, para defender as cores do Flamengo. Vestindo o manto rubro-negro, o meia marcou época no Fla conquistando a Copa Libertadores do mesmo ano, o bicampeonato carioca e o bicampeonato brasileiro em 2020 e 2021. Gerson deixou a Gávea no meio do ano passado para se juntar ao Olympique de Marseille, da França.

3. Pedro

Foto: (Thiago Ribeiro/AGIF) - Com história parecida com a de Gerson, Pedro foi revelado pelo Fluminense, mas acabou jogando pelo Flamengo
Foto: (Thiago Ribeiro/AGIF) – Com história parecida com a de Gerson, Pedro foi revelado pelo Fluminense, mas acabou jogando pelo Flamengo

Um dos melhores centroavantes atuando no futebol brasileiro, o centroavante Pedro tem história parecida com a do meia Gerson. Pedro também é Cria de Xerém, e estreou pela equipe profissional do Fluminense em 2016. Com a camisa tricolor, o atacante de destacou pela facilidade em marcar gols, disputando 93 jogos e marcando 31 vezes. Em setembro de 2019, Pedro foi vendido pelo Flu para a Fiorentina, da Itália, por 11 milhões de euros (aproximadamente R$50 milhões na cotação à época).

Assim como Gerson, Pedro não teve muito espaço no futebol italiano, e acabou voltando ao Brasil, por empréstimo, para assinar com o Flamengo, no começo de 2020. Divindo a titularidade do ataque rubro-negro com Gabigol, o Fla exerceu o direito de compra do centroavante ex-Flu. Até o momento, Pedro atuou em 87 jogos com a camisa do Flamengo e marcou 37 gols.

2. Willian Bigode

Foto: (Ettore Chiereguini/AGIF) - Antes de fazer sucesso no Palmeiras, Willian teve uma passagem pelo arquirrival Corinthians
Foto: (Ettore Chiereguini/AGIF) – Antes de fazer sucesso no Palmeiras, Willian teve uma passagem pelo arquirrival Corinthians

Multicampeão brasileiro, o atacante Willian Bigode levantou títulos importantes pelos dois lados do Derby Paulista. Após se destacar no Figueirense em 2010, Willian fechou contrato com Corinthians na temporada seguinte, participando das conquistas do Campeonato Brasileiro, do mesmo ano, e da Copa Libertadores, em 2012. Ao todo, o atacante disputou 82 jogos pelo Timão e marcou 15 gols.

Depois de fazer sucesso no Cruzeiro entre 2013 a 2016, onde também foi campeão brasileiro, Willian Bigode acertou com o arquirrival alvinegro: o Palmeiras. Pelo Verdão, o atacante fez história conquistando o Brasileirão em 2018, o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Copa Libertadores em 2020, além de participar do bicampeonato continental em 2021. Willian vestiu a camisa alviverde em 253 partidas e marcou 66 gols.

1. Diego Souza

Foto: (Thiago Ribeiro/AGIF) - Diego Souza talvez seja o maior exemplo de jogador brasileiro que já defender clubes rivais
Foto: (Thiago Ribeiro/AGIF) – Diego Souza talvez seja o maior exemplo de jogador brasileiro que já defendeu clubes rivais

Com rodagem no futebol, o atacante Diego Souza talvez seja o maior exemplo de jogador brasileiro que já defendeu clubes rivais. Revelado pelas categorias de base do Fluminense em 2003, Diego Souza deixou as Laranjeiras em 2005, com a conquista do Campeonato Carioca. Foi na temporada 05/06 que o atacante foi emprestado ao Flamengo, cedido pelo Benfica, ajudando o Rubro-Negro a escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2005.

Entre 2011 a 2012, Diego Souza defendeu as cores do Vasco da Gama, sendo peça crucial na conquista da Copa do Brasil de 2011, mas ficando marcado na memória cruzmaltina por não ter feito o gol em Cássio, em jogo válido pelas quartas de final da Copa Libertadores do ano seguinte. Após rápida passagem no Fluminense, em 2016, o atacante fechou sua participação nos quatro grandes do Rio de Janeiro vestindo a camisa do Botafogo, em 2019.

Diego Souza também passou pelos rivais mineiros, tendo defendido as cores do Atlético Mineiro entre 2010 a 2011. Contudo, o atacante não emplacou uma sequência no Galo por estar fora de forma. Em 2013, jogou por poucos meses no Cruzeiro, mas acabou deixando a Raposa para voltar ao futebol europeu.

Por fim, Diego Souza também jogou por rivais paulistas. Entre 2008 a 2010, o atacante vestiu as cores do Palmeiras, onde foi campeão paulista em seu ano de estreia e, na última temporada pelo Verdão, marcou um dos gols mais bonitos de sua carreira com a camisa alviverde, quando encobriu o goleiro com um gol marcado do meio-campo. Em 2018, Diego Souza foi contratado pelo São Paulo para ser o camisa 9, mas acabou saindo do Tricolor sem se destacar.

Fonte: Bolavip