Conheça o estilo tático de Paulo Sousa

Foto: Reuters

A imprensa portuguesa noticiou na manhã deste domingo o acerto entre Flamengo e Paulo Sousa. De acordo com o “Jornal Record”, o técnico irá pedir demissão da Seleção da Polônia vai assinar com o Mais Querido por duas temporadas. Diante disso, o “Footure” fez uma análise do estilo tático do futuro treinador rubro-negro.

O técnico tem como sistema preferido o 3421, os alas mais alinhados aos dois volantes que estão à frente dos três zagueiros, dois meias logo à frente formando um quadrado de meio-campistas mais um atacante. Na Polônia, tem usado o 3412, com dois atacantes, mas no Bordeaux, usava o 442. Então, o esquema que mais usa é o 3421, mas varia muito. O que não costuma variar é o modelo de jogo, os princípios aplicados dentro das equipes.

Construção de jogo

A saída de bola é predominantemente no 3+2, com três jogadores atrás e dois volantes. Então, a busca pelo espaço, encontrar um jogador livre é um dos princípios que trabalho Paulo Sousa. Não é porque o atleta sempre tem uma saída de 3 +2 que um dos meios não vai recuar e ter a liberdade. Existe uma liberdade para alguns jogadores dentro do modelo para recuar e buscar a bola para iniciar a fase ofensiva invertendo muito as jogadas, tirando da zona de pressão, usando o centroavante em alguns momentos.

Fase ofensiva

Os dois meias que jogam atrás do centroavante são peças importantes porque recebem na entrelinha, ou seja, é o espaço entre a linha do volante e do zagueiro para receber e acelerar a jogada. Muitos jogadores sempre povoam a área nas equipes comandadas pelo português. Quando joga na linha de quatro, o lateral faz a saída de bola, tirando a bola da área de pressão invertendo para o outro ala criar o um contra um. Quando perde a bola, pressiona pra tentar recuperar.

Bolas pararas defensivas

São predominantemente zonal com dois jogadores fechando o passe mais curto e a pequena área é onde está mais povoada. Os jogadores não marcam individualmente os adversários, mas Paulo Sousa é um treinador que se adapta aos contextos, apesar de muitos princípios permanecerem.

 

 

Fonte: Diário do Fla