Flamengo não está preocupado com arrecadação, mas mostrar que volta organizada do público é possível

O êxito na operação no Mané Garrincha será utilizado por Rodolfo Landim para pressionar a CBF na reabertura das bilheterias no Brasileiro.

Torcida do Flamengo cumprindo distanciamento social e com máscara no estádio Mané Garrincha – Foto: Divulgação

GILMAR FERREIRA: A goleada em Pituaçu caiu como uma luva na pretensão da diretoria do Flamengo visando à partida contra o Defensa y Justicia, quarta-feira (21), em Brasília.

A expectativa é vender os 18 mil ingressos que serão colocados à venda, mas a cobrança é pelo “erro zero” na logística de acesso dos torcedores ao estádio. E seja lá quantos forem os ingressos vendidos. Porque a preocupação maior, neste momento, não está na arrecadação, mas na causa maior, que o retorno do público aos estádios.

O êxito na operação no Mané Garrincha será utilizado por Rodolfo Landim para pressionar a CBF na reabertura das bilheterias no Brasileiro. Se tudo der certo, sem aglomeração ou atropelos, os clubes abraçarão a ideia da liberação parcial das arquibancadas ainda este mês.

BAHIA 0 x 5 FLAMENGO.

Atuação irretocável, ao nível que se espera do time quando pode contar com as opções de qualidade que o elenco oferece. Os jogadores voltaram a retomar a bola no pós-perda ainda no campo adversário e fizeram valer a maior qualidade técnica.

Agora nas mãos de Renato Gaúcho, com quase todos os titulares de volta, o time pareceu mais à vontade e querendo jogo. Teve 65% de posse, acertou 90% dos passes, finalizou 16 vezes e não passou sufoco em nenhum momento.

Uma vitória com autoridade, construída num modelo de jogo mais parecido com de Jorge Jesus do que com o de Domenèc e Rogério Ceni. Feiro que resgata a autoestima e reenergiza o time para o duelo na Libertadores…