Renato Gaúcho, o técnico ideal para o Flamengo no momento

Porque Renato é o mais argentino dos técnicos brasileiro: copeiro, gosta da posse de bola, joga junto à beira do campo e assume a gestão do vestiário.

Renato Gaúcho cumprimentando Arrascaeta no Flamengo
Renato Gaúcho cumprimentando Arrascaeta no Flamengo – Foto: Alexandre Vidal

GILMAR FERREIRA: Renato Portaluppi teria sido o primeiro treinador da gestão de Rodolfo Landim na presidência do Flamengo em 2019. Bastava não ter “roído a corda” depois de acertar as bases salariais ao final de seu contrato com o Grêmio, em 2018. Mas ele trocou o projeto esportivo milionário que o levaria a mais um mundial de clubes por uma estátua no Estádio Olímpico, e salários em torno de R$ 1 milhão.

Sucumbiu aos apelos de Romildo Bolzan para a construção de mais um ciclo e deixou o rubro-negro Landim em situação desconfortável com Abel Braga. Àquela altura, o treinador hoje no futebol francês já havia sido avisado sobre a necessidade de revisão do pré-acordo feito durante a campana eleitoral. Como voltar atrás, refazendo a relação que havia ficado desgastada, exigiu habilidade do grupo que assumiria o clube dias à frente.

Enfim… Renato não abriu o mandato da gestão Landim, mas irá fecha-lo – ao menos neste seu primeiro ciclo. Mas de forma diferente. Se naquela época o técnico se credenciava pelas Copas conquistadas pelo Grêmio, agora chega por circunstância de mercado. O Flamengo não tem verba orçamentária para investir alto na remontagem de uma comissão técnica, nem tempo para fazer prospecções no mercado europeu. E Renato, campeão da Copa do Brasil de 2016, da Taça Libertadores de 2017 e da Recopa Sul-Americana de 2018, está disponível.

Pode, então, e finalmente, voltar ao clube tão querido por ele desde que por lá aportou em 1987 para conquistar a Copa União. Estruturado, economicamente saudável, com um dos elencos mais fortes do continente, o Flamengo pode ter encontrado o técnico ideal para o momento. Porque Renato é o mais argentino dos técnicos brasileiro: copeiro, gosta da posse de bola, joga junto à beira do campo e assume a gestão do vestiário.

Em cinco anos de Grêmio, transformou os menos virtuosos em peças uteis e não teve medo de apostar nas pratas da casa. Não à toa, gerou receitas de mais de R$ 700 milhões em vendas de direitos econômicos.

Não é um Jorge Jesus, mas pode entregar mais carisma e malandragem, características em falta na Gávea desde a saída do técnico português.

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