Renato chega ao Flamengo com missão de fazer tudo ao contrário de Rogério Ceni

Rogério Ceni se perdeu nas inúmeras escalações diferentes, improvisações, substituições incompreensíveis. Renato é muito mais direto, simples.

Marcos Braz, Renato Gaúcho, Bruno Spindel e Rodolfo Landim, presidente do Flamengo – Foto: Alexandre Vidal

COSME RIMOLI: Desde 2000, quando assumiu o Madureira, Renato Gaúcho acalentava o sonho de dirigir a Seleção Brasileira e comandar o Flamengo. 21 anos depois, seu desejo virou realidade. Ele acaba de assinar contrato no começo da noite deste sábado, com o Flamengo.

Renato Gaúcho finalmente terá a chance de provar o que dizia, quando era cobrado em Porto Alegre, pelo futebol ‘feio’ do Grêmio, nos últimos dois anos. Ele retrucava que o Flamengo e o Atlético Mineiro eram os clubes que tinham a obrigação de jogar bonito. E ironizava: “Se me derem um time de R$ 200 milhões, vão ver futebol bonito também.”

Pois bem, Renato Gaúcho conseguiu. A escolha da direção do Flamengo parte da vontade dos dirigentes de ter a antítese de Rogério Ceni. Embora tenha conseguido vencer o Brasileiro, a Supercopa do Brasil e também o Carioca, o treinador paulista jamais convenceu na Gávea.

A começar pela falta de firmeza com os jogadores. Gabigol, Gerson, Bruno Henrique, Pedro tiveram chiliques ao serem substituídos e Ceni não tomou atitude alguma. Com Renato Gaúcho será diferente. Seu gênio não tolera humilhação pública, questionamento de comando.

Depois, Rogério Ceni se perdeu nas inúmeras escalações diferentes, improvisações, substituições incompreensíveis. Renato é muito mais direto, simples. Ele costuma definir seu time e as movimentações táticas. Os jogadores têm plena certeza que terão de mostrar o que treinaram, não improvisar.

Ceni tem personalidade fechada. Não admitia proximidade. Privilegiava os líderes do elenco. E se manteve isolado da vida diretiva do clube. Renato Gaúcho, não. Ele é muito mais extrovertido, mais do diálogo. É mais flexível, conversador. Costuma também criar laços importantes com a parte diretiva do clube. Ele sabe como deixar o ambiente leve de trabalho.

Outra situação importante que convenceu Rodolfo Landim e o vice Marcos Braz a apostarem em Renato Gaúcho é o domínio completo do vestiário. Ele não deixa dúvidas sobre a cumplicidade que exige dos seus jogadores. Não precisa buscar dirigente para punir ou cobrar atletas. Renato mesmo age. Muitas vezes com conversas duras, diante do grupo.

O acordo entre ele e o Flamengo foi claro. Primeiro até o final de 2022. Com a renovação automática, com reajuste salarial, até o fim de 2022. Dependendo, lógico, do desempenho do time.

Renato já foi ídolo do Flamengo, na década de 80 e era o treinador desejado pelos jogadores atuais. A grande maioria estava cansada da insegurança de Ceni.

O Flamengo será o grande desafio na carreira do técnico Renato Gaúcho. A cobrança será muito forte, e agora ele tem o time de R$ 200 milhões nas mãos…

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