Marcos Braz e Bruno Spindel são cobrados por sumiço em meio à crise no Flamengo

Os dirigentes se limitam a reportar a situação do futebol exclusivamente ao presidente Rodolfo Landim, que é quem centraliza o poder e dá as cartas.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, Bruno Spindel e Marcos Braz – Foto: Alexandre Vidal

EXTRA GLOBO: A permanência do técnico Rogério Ceni após a derrota para o Atlético-MG e a sensação de que o futebol do Flamengo está sem rumo também aumenta o desgaste dos responsáveis pela pasta dentro do clube.

A falta de posicionamento do vice de futebol Marcos Braz e do diretor Bruno Spindel, indicando o planejamento para contornar o momento conturbado, é apontada internamente por outros dirigentes como sinal claro de falta de comando.

Uma das principais queixas é que no momento de crise nenhum dos responsáveis aparece para dar explicações. E que atribuem o mau momento a questões ligadas a outras pastas, como marketing e finanças, que impedem o investimento seja em jogadores ou no técnico.

Por sua vez, Braz e Spindel se limitam a reportar a situação do futebol exclusivamente ao presidente Rodolfo Landim, que é quem centraliza o poder e dá as cartas.

A justificativa principal do futebol, de que o Flamengo não pode tomar nenhuma atitude drástica para não comprometer seu orçamento, é rebatida internamente com a ideia de que se gastou mal no ano passado para reforçar o time, e agora não há recursos.

O futebol, por sua vez, rebate de novo. E diz que houve mais acertos do que erros nas contratações e vendas. Se Michael, Léo Pereira, Bruno Viana e Gustavo Henrique não foram bons investimentos em 2020, houve retornos excelentes com as saídas de Reinier, Pablo Marí, e a mais recente, Gerson, que sustentam as finanças do clube em dia.

Toda a situação dentro de campo aumentou a temperatura no Conselho do Futebol e entre os vice-presidentes do Conselho Diretor. O presidente Rodolfo Landim está ativo em cena para tomar as medidas necessárias, enquanto seus pares deixam suas impressões.