Flamengo bancará Rogério Ceni até chegada de reforços e volta de convocados

A avaliação é de que a comissão técnica de Rogério Ceni tem um custo baixo em comparação com qualquer outra de primeiro escalão no mercado.

Rogério Ceni e Gabigol em treino do Flamengo – Foto: Marcelo Cortes

GLOBO ESPORTE: Por Cahê Mota

O Flamengo respira fundo e mantém a serenidade em meio ao caos.

Os resultados ruins e o desgaste interno de Rogério Ceni pesam menos na balança do que o planejamento que técnico e financeiro para curto prazo. A situação de momento é de paciência e voto de confiança ao treinador com a volta dos convocados para a Copa América, além de direcionar o orçamento apertado para investimentos em jogadores no mercado.

A venda de Gerson está longe de ser a solução para todos os problemas financeiros e as contas seguem apertadas em tempos de pandemia. Com negociações em andamento por Kenedy, Thiago Mendes e Renato Augusto, o Flamengo não vê como viável estrategicamente uma troca imediata de comando.

A avaliação é de que a comissão técnica de Rogério Ceni tem um custo baixo em comparação com qualquer outra de primeiro escalão que o clube possa buscar no mercado. O histórico com Dome, quando o clube pagou mais de R$ 10 mi de multa, segue fresco na memória da diretoria.

Por mais que o valor da rescisão de Rogério caia consideravelmente nesta janela de meio do ano, há consenso de que não é momento para uma atitude intempestiva. Os argumentos para isso passam pela avaliação de que a fase ruim se deve muito também aos jogadores – perfomance de quem está e peso das ausências.

A diretoria faz um mea-culpa de que a não reposição de peças que era sabido que seriam desfalques acabou pesando. Paralelamente a isso, existe a confiança de que o time entrará nos eixos com Gabigol, Éverton Ribeiro e Arrascaeta e a promessa de reforços para seguir favorito em todas as frentes: Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.

O Flamengo aguarda as respostas de Lyon e Chelsea para as chegadas por empréstimo de Thiago Mendes e Kenedy. As negociações são vistas como difíceis, mas viáveis e conduzidas com paciência até a abertura da janela para quem vem do exterior, dia 1º de agosto. Há ainda conversas por Renato Augusto, mas a chance de acerto passa pela definição da situação com o Beijing Gouan, com quem o volante tenta o distrato.

A proximidade das oitavas de final da Libertadores é outro fator que faz com que os dirigentes prezem pela serenidade. A uma semana do confronto com o Defensa y Justicia, a avaliação é de que uma troca representa mais riscos do que solução.

As quatro derrotas em oito jogos no Brasileirão ligaram forte o sinal de alerta, o ambiente desgastado para Rogério Ceni é admitido, mas o Flamengo não se permite tomar atitude intempestivas. Seja por orçamento ou planejamento.

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