Experiência com Domènec faz diretoria do Flamengo segurar Rogério Ceni para mata-matas

Outro ponto que pesa a favor da decisão de manter Rogério Ceni é o baixo custo de sua comissão técnica.

Rogério Ceni – Foto: Marcelo Cortes

GOAL: Depois de mais uma derrota, a quarta neste Campeonato Brasileiro, a diretoria do Flamengo sofre grande pressão, não só da torcida, como principalmente de pessoas de dentro do clube, pela demissão do técnico Rogério Ceni. A postura, no entanto, conforme trouxe a Goal antes mesmo do revés em Belo Horizonte, é de não tomar nenhuma atitude “drástica” e manter o treinador no comando da equipe.

O desgaste interno é grande e Ceni já não tem mais o prestígio dos primeiros dias de clube. Neste momento turbulento, os próprios jogadores discordaram do treinador em vários pontos, entre eles as respostas recentes nas coletivas de imprensa. Há o entendimento de que o técnico, por vezes, não admite os erros evidentes como os “apagões” que a equipe sofre durante os jogos.

Esta não é a primeira vez que Ceni entra na berlinda. No início do ano, ao sofrer duas derrotas seguidas, uma delas para o Ceará, deixou a situação do treinador complicada e ele só não foi mandado embora por falta de opção no mercado. A diretoria do Flamengo não queria colocar um treinador “tampão” até o final do Campeonato Brasileiro. Além disso, a sintonia com os jogadores era muito grande, o que fazia acreditar de fato numa volta por cima.

Na época, Mauricio Souza, do sub-20, não era visto como uma opção plausível para ocupar o cargo até que um novo treinador fosse contratado. Agora, a história está um pouco diferente. Além de Mauricinho começar a ser observado como uma opção “tampão”, Rogério Ceni vai precisar de habilidade para recuperar o melhor ambiente dentro do vestiário.

O treinador terá tempo, já que a diretoria optou por manter o trabalho. Na avaliação, a ausência dos principais jogadores, que estavam e estão com suas seleções na Copa América, fez a diferença e o time tem margem para evoluir quando estiver completo. Além disso, há o objetivo de não repetir o que aconteceu com Dome, que foi mandado embora nas vésperas das oitavas de final da Copa do Brasil e o time acabou eliminado mesmo com a troca de comando.

Outro ponto que pesa a favor da decisão de manter Rogério Ceni é o baixo custo de sua comissão técnica. Na avaliação da diretoria, o custo benefício, neste momento, fala mais alto. Com a saída de Dome, por exemplo, o Rubro-Negro gastou mais de 10 milhões de reais.

PRESSÃO DE CONSELHEIROS
Se a diretoria se mantém firme na decisão de dar sequência ao trabalho de Rogério Ceni, a pressão interna está cada vez maior. Conselheiros ligados ao presidente Rodolfo Landim exigem a saída imediata do treinador. Há uma maior cobrança ao departamento financeiro, que tem tratado algumas situações, como dinheiro para a contratação de reforços.

INSATISFAÇÃO DE ROGÉRIO CENI
Se há quem esteja infeliz com Ceni, o treinador também tem seus motivos para não estar contente. Isso porque desde janeiro pede reforços e até o momento não recebeu ninguém. O único nome novo na atual temporada foi Bruno Viana, contratação que não passou pelo crivo do treinador.

Mais do que isso, Ceni chegou a indicar reforços para o Flamengo, mas nenhum nome agradou a diretoria, que descartou totalmente. As críticas, consideradas pelo mandante “exageradas” e a falta de defesa publicamente, também abalou a relação do ponto de vista do técnico.

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