PM justifica ausência de escolta ao time do Flamengo em Belo Horizonte: “Não houve presença de torcida”

Marcos Braz se mostrou revoltado com a ausência da Polícia Militar de Minas Gerais durante o trajeto do rubro-negro carioca na capital mineira.

Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, com malas de viagem – Foto: Alexandre Vidal

UOL: A delegação do Flamengo desembarcou na noite de hoje (6) em Belo Horizonte, local do jogo contra o Atlético-MG, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Assim que o ônibus chegou ao hotel, o vice-presidente de futebol Marcos Braz se mostrou revoltado com a ausência de batedores da Polícia Militar de Minas Gerais durante o trajeto do rubro-negro carioca na capital mineira.

“O Flamengo veio sem escolta do aeroporto. Isso aqui parece várzea. Chegamos em Confins e não teve nenhum policiamento, nenhuma segurança e nenhuma escolta até aqui (no hotel). Não sei o que está acontecendo aqui em Belo Horizonte. Quando é no Rio de Janeiro há escolta para todo mundo”, esbravejou ao “Canal Fla Zoeiro”.

O UOL Esporte entrou em contato com o Tenente-Coronel Santiago, chefe do centro de jornalismo da Polícia Militar de Minas Gerais. Ele afirmou entender a preocupação de Braz, mas rechaçou descaso da corporação com o Flamengo.

“A gente entende o pensamento do vice-presidente do Flamengo, mas existe um equívoco. Tínhamos policiais de inteligência no local. Existe uma análise matemática dos jogos. Vivemos num momento de partidas sem torcida, por causa da pandemia. Nossa equipe entendeu que não havia a necessidade de batedores no aeroporto”, afirmou. “O Estatuto do Torcedor determina escolta para a torcida visitante e arbitragem. Mas é claro que a Polícia Militar também faz esta escolta baseando-se na rivalidade dos jogos. Sempre há a análise de risco minuto a minuto. Tanto que não houve problema nenhum no trajeto; se tivesse alguma movimentação de torcida, lá estaríamos”, destacou o Tenente-Coronel, que prosseguiu: “Não podemos gastar recursos públicos à toa. Não houve presença de torcida rival no aeroporto. O recurso do Estado tem que ser usado com muita inteligência. Entendemos a preocupação da delegação, mas nossa análise de risco entendeu que não seria necessária a escolta. Quanto menos alarde, melhor para a segurança pública. Não tivemos problema na chegada e acredito que também não teremos no retorno, já que nosso efetivo acompanha minuto a minuto”.

Para o dia do clássico, a polícia prevê a escolta dos rubro-negros até o estádio e no retorno ao hotel. Apesar da ausência de público, policiais serão destacados e haverá presença de oficias da cavalaria no entorno do Mineirão.

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