Ceni queria treinos em período integral, mas jogadores foram contra

Os atletas divergiram do treinador, rebateram, pediram argumentos e, com respaldo da fisiologia, venceram a queda de braço.

Rogério Ceni – Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

COLUNA DO FLA: O Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro no dia 30 de maio, quando venceu o Palmeiras por 1 a 0, no Maracanã. Logo em seguida, o Rubro-Negro teve duas partidas adiadas e, com isso, teve 10 dias livres para treinamento. Neste período, Rogério Ceni montou um planejamento, no entanto, foi questionado pelos jogadores e cedeu à pressão.

Visando a preparação nesta mini ‘pré-temporada’, o técnico manifestou o desejo de treinamentos em período integral por conta dos dez dias no calendário. Entretanto, os atletas divergiram de Ceni, rebateram, pediram argumentos e, com respaldo da fisiologia, venceram a queda de braço. A missão foi abortada e as atividades se mantiveram somente em meio período no Ninho do Urubu. As informações foram inicialmente divulgadas pelo Globo Esporte.

Além deste episódio, Ceni se vê sem autonomia em outros momentos. O treinador sente falta do respaldo da diretoria em situações de indisciplina dos jogadores. Recentemente, Gabriel Barbosa, Gerson, Bruno Henrique, Michael e Pedro reclamaram publicamente ao serem substituídos e não foram repreendidos internamente.

Ainda de acordo com o GE, as lideranças do time do Flamengo questionam as lamentações de Rogério Ceni diante dos problemas de cotidiano. Um dos atletas, inclusive, desabafou que “Nunca nada está bom” para o treinador.

Cabe destacar que, ainda assim, os treinamentos de Ceni são elogiados pelos jogadores. No entanto, as boas atividades entram em conflito com o pouco diálogo com os atletas sobre determinadas decisões táticas questionadas por eles. Há relatos, inclusive, que Ceni aponta erros e não apresenta soluções durante as análises pós-jogos feitas em parceria entre as partes.