Flamengo tem aumento de 40% nos gols sofridos sem Diego Alves

Sem o goleiro, o Flamengo tem um aumento de 40% na média de gols sofridos e uma redução de 13,4% em partidas que o time não sofre gols.

GLOBO ESPORTE: Por Cahê Mota e Roberto Maleson

Uma missão ingrata, que ainda deixa um grande ponto de interrogação na cabeça de torcedores e do treinador, e justificada por números.

Não é nada fácil substituir Diego Alves no gol do Flamengo. Rogério Ceni que o diga… Para a partida contra o Union La Calera, terça-feira, no Chile, pela Libertadores, Gabriel Batista e Hugo disputam a posição. E nem o fato do comandante ter sido um dos melhores goleiros do Brasil torna a escolha menos difícil.

Gabriel foi o titular no 4 a 1 sobre o Volta Redonda e é o favorito diante dos altos e baixos sem fim de Hugo nas chances até aqui. Caso se confirme, será a 16ª vez que o jovem de 22 anos encara uma missão que já dividiu com outros cinco goleiros e o resultado nunca foi convincente para o Flamengo.

Flamengo com Diego Alves no gol
168 jogos
149 gols sofridos
0,89 de média por jogo
68 jogos em branco
40,5 dos jogos sem sofrer gol

Desde que chegou ao clube, em 2017, Diego Alves ficou fora de 48 partidas por problemas médicos e outros 48 por motivos diversos (não estava inscrito na Copa do Brasil, foi poupado, estava de férias ou pela polêmica no fim de 2018). E os números mostram o peso desta ausência.

Sem o 01, o Flamengo tem um aumento de 40% na média de gols sofridos e uma redução de 13,4% em partidas com o chamado “clean sheet” (jogos em que o time não sofre gols). César, Hugo, Gabriel, Muralha, Júlio César e Thiago o substituíram em 96 jogos oficiais, com 119 gols sofridos e 26 partidas em branco.

Flamengo sem Diego Alves no gol
96 jogos
119 gols sofridos
1.24 de média por jogo
26 jogos em branco
27.1% dos jogos sem sofrer gol

Já com Diego em campo, o Flamengo disputou 168 partidas no período, sofreu 149 gols, média menor a um por jogo (0.89) e teve a defesa zerada 68 vezes – 40.5% dos jogos. Os números não levam em conta a Flórida Cup e jogos amistosos.

Com a missão de escolher o substituto ideal no duelo com o La Calera, em Viña del Mar, Rogério Ceni não antecipou o preferido, mas justificou a escalação de Gabriel Batista na semifinal do Carioca:

– Foi uma boa oportunidade do Gabriel Batista trabalhar, assim como o César teve no jogo com o Ceará. São jogadores formados, com idades próximas um do outro (ele e o Hugo). É um goleiro que vejo todos os dias trabalhando e que eu queria ver ter uma oportunidade para que o próprio torcedor conheça. E sei que o Gabriel jogou ano passado, mas foi o primeiro jogo dele que eu pude estar presente no campo. Então, é importante dar rodagem para todos para que no dia que precisarmos de algum jogador, possa estar preparado.

Goleiros que substituíram Diego Alves desde 2017
César – 42 jogos
Hugo – 29
Gabriel Batista – 15
Muralha – 6
Júlio Cesar – 2
Thiago – 2

Outro goleiro do elenco profissional, César passou por uma cirurgia de ligamento cruzado no joelho e não tem previsão para voltar a jogar. O jogador que mais vezes substituiu Diego Alves, por sua vez – em 42 jogos -, não fazia parte dos planos e negociava a saída para o Atlético-GO quando sofreu a lesão.

Com uma fibrose na coxa, Diego Alves faz tratamento intensivo nesta semana e será reavaliado para saber as chances de ficar à disposição na final do Carioca, sábado, diante do Fluminense, no Maracanã. Antes, o Flamengo visita o La Calera, terça-feira, às 21h30 (de Brasília), no Chile, pela quarta rodada do Grupo G da Libertadores.

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