Mercado Livre proíbe 16 empresas de patrocinarem o Flamengo

Uma delas é a Amazon, que negociou com o clube e acertou um patrocínio pontual para a decisão da Supercopa do Brasil.

ESPN: Pedro Henrique Torre

Firmado há quase 10 dias, o contrato do Flamengo com o Mercado Livre seguiu para aprovação do Conselho Deliberativo. O valor total, como informado anteriormente pela ESPN, será de R$ 30 milhões por 20 meses. E há cláusulas que devem ser respeitadas no documento que deve ser aprovado pelos conselheiros. Como, por exemplo, um veto a 16 empresas concorrentes para acerto com o Fla durante a vigência da parceria com o Mercado Livre. Uma delas é a Amazon, que negociou com o clube e acertou um patrocínio pontual para a decisão da Supercopa do Brasil.

A prática é comum no mercado. Por ser patrocinado pela BRB, por exemplo, o clube não pode ter patrocínio de outro banco, como já ocorreu com a Caixa Econômica Federal. As outras empresas que têm restrição no contrato com o Mercado Livre são Magalu, B2W, Shopee, Aliexpress e OLX, PagSeguro, PicPay, PayPal, Nubank, WhatsApp, Stone, Cielo, Rede, GetNet e SafraPay. A marca do Mercado Livre será estampada nas costas das camisas de uniforme e treino. Nos uniformes de viagem e da comissão técnica a logomarca da empresa será posicionada na parte da frente. O valor, como dito, é de R$ 30 milhões por um acordo de 20 meses. A diretoria ressaltou internamente que o contrato anterior pelo mesmo espaço, com a MRV, pagava R$ 16 milhões por 24 meses.

O contrato será quitado da seguinte forma: R$ 1,5 milhão de saída, já aprovado pelo Conselho Diretor do clube sem a necessidade de passar pelo CoDe. Em caso de aprovação agora serão R$ 10,5 milhões pagos em sete parcelas iguais de R$ 1,5 milhão em 2021. A primeira em 10 de junho e a última em 10 de dezembro.

Para 2021, o valor cheio será de R$ 18 milhões. Em 12 parcelas mensais iguais, a primeira com vencimento em 10 de janeiro e a última em 10 de dezembro. Caso o calendário seja paralisado por motivos de força maior – como a pandemia – o contrato será prorrogado pelo tempo necessário para as finalizações dos torneios, desde que todo o valor até o fim de 2022 já tenha sido pago pela empresa.

Há, também, outras contrapartidas que o Flamengo deve ceder ao Mercado Livre: oito postagens mensais em cada um de seus perfis em redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook; cinco placas publicitárias no Ninho do Urubu e três placas publicitárias na Gávea; ceder 23 ingressos para jogos oficiais e amistosos realizados no Brasil; ceder 25 camisas oficiais por mês à empresa; disponibilizar três atletas da equipe profissional para quatro campanhas institucionais por ano; e estipular sete datas para visitas ao Ninho do Urubu, com cinco convidados por vezes, determinados em acordo entre o clube e a patrocinadora.

Em caso de descumprimento de uma das cláusulas do contrato, a multa é de R$ 10 mil caso a parte citada não se corrija a questão após 15 dias.

Na possibilidade de rescisão por inadimplência ou de maneira unilateral, o valor a ser pago à outra parte vai ser de 50% do montante restante do contrato ou R$ 6 milhões, o que for maior no momento.

O total deverá ser pago em até 30 dias.

Os conselheiros do Flamengo têm até o dia 10 de maio para aprovar o contrato com o Mercado Livre.

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