“Sou apaixonado por esse clube, por esta nação”, diz Willian Arão

Repetindo a conquista da competição nacional de 2020, o seu oitavo título com o Flamengo, disse não ter noção de estar na história do clube.

COLUNA DO FLA: O ano de 2020 do Flamengo foi literalmente ‘céu e inferno’. Ainda sob o comando de Jorge Jesus, o Rubro-Negro iniciou a temporada como atual campeão brasileiro e da Libertadores. Em seguida vieram as conquistas da Super Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Tudo caminhava para um ano tranquilo, mas as o português deixou o clube em julho e as coisas saíram dos trilhos. Arão lembrou das cobranças dos torcedores e criticou as manifestações excessivas.

— Passamos por uns momentos delicados na temporada. Fomos chamados até de time de frouxo, né? E alguma parte da torcida teve esse sentimento, outros sempre acreditaram na gente. Nós nunca deixamos de honrar, de acreditar, de doar o máximo, para que hoje todos estejam felizes. A cobrança faz parte. Não excessiva, mas faz parte. E o que queremos é isso, conquistar títulos para que eles fiquem felizes. Agora, vou curtir as férias —, disse em entrevista ao GE.

Arão pode dizer que já passou por tudo no Flamengo. Vindo do Botafogo em 2016, chegou cercado de expectativa, mas com a demora dos resultados em campo, passou a ser cobrado com muita intensidade pelos torcedores. A chave virou em 2019. Com a chegada do treinador Jorge Jesus, virou uma das referências da equipe que conquistou o Brasileiro e a Libertadores. Repetindo a conquista da competição nacional de 2020, o seu oitavo título com o Manto Sagrado, disse não ter noção de estar na história do clube.

— Para ser sincero, não. Estava no carro com meu pai e ele me perguntou: qual a sensação de ser bicampeão brasileiro? Eu respondi: Pai, não sei ainda. Estou anestesiado. É um sonho que parecia um tanto quanto distante no início da carreira, quando você é criança, mas depois vai se tornando possível e quando você alcança não quer mais parar.

Com a conquista do bicampeonato brasileiro em 2020 e 2021, o volante junto com Gabigol, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique e cia, igualaram a marca da histórica equipe dos anos 80 com Zico, que conquistou os brasileiros de 82 e 83, consecutivamente. Também está em pé de igualdade com a “Geração de Ouro” do Mais Querido na conquista da Libertadores. Uma para cada lado (1981 e 2019). Mesmo com esses dados, Arão revela não saber qual o seu tamanho na história do Flamengo e disse esperar escrever mais.

— Qual meu tamanho na história? Não sei, mas a história está sendo escrita e vai continuar sendo. Meu desejo é conquistar mais e mais com essa camisa. Sou apaixonado por esse clube, por esta nação. Eu não sei qual a dimensão que tenho hoje, mas o que quero e tenho certeza é que minha vontade de vencer e conquistar só cresce. Quero escrever mais histórias ainda —, concluiu em entrevista ao GE.

Polivalente, o atleta terminou o ano jogando como zagueiro, posição que chegou a atuar na base. Do elenco atual, é o que mais defendeu o Manto Sagrado: 288 vezes. Arão já marcou 25 gols e conquistou dois brasileiros (2019 e 2020), uma Libertadores (2019), uma Recopa Sul-Americana (2020), uma Supercopa do Brasil (2020) e três cariocas ( 2017, 2019, 2020).

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