Com desejo de ser treinador, Filipe Luís fala sobre as análises que faz dos jogos atuais do Fla

Treinado por grandes referências como Simeone, Mourinho e Jorge Jesus, Filipe Luís tem o sonho de também se tornar treinador. Em entrevista ao jornal O Globo, o lateral do Flamengo explicou como se prepara para, um dia, se tornar um comandante, e como análise a fase atual do Flamengo. 

“Nesse momento, faço [os estudos] com o Diego Ribas. Assistimos aos jogos juntos ou falamos por mensagem. Temos visões parecidas, mas acontecem coisas interessantes. Passam 30 minutos de jogo. Eu, como lateral, falo do espaço que tem às costas do lateral, que o ideal é explorar ali. Se for o Flamengo, digo que o Arrascaeta pode cair no espaço. O Diego, que hoje é volante, fala que o nosso meio-campo precisa dar o passe de tal forma… É uma visão totalmente diferente, o que prova que uma comissão técnica precisa ser muito completa, com pessoas que pensem diferente de você. O Jesus analisava bem todas as partes do campo. Isso, eu ainda não tenho. A gente costuma analisar os próximos adversários ou jogos de times importantes da Europa”, disse o camisa 19, e explicou sobre o duelo Flamengo x Liverpool:

“Foi o jogo que o Jorge melhor preparou de todos, nos deu o jogo muito mastigado. Jogamos muita bola. Faltou respeitar menos. Lá na frente, faltou ter mais maldade, arriscar mesmo: não respeitar Van Dijk, não respeitar ninguém. Mas jogamos contra um time monstruoso, que era superior e foi superior. Eles mereceram ganhar. Mas o Flamengo foi o time que melhor enfrentou a final com um europeu. Aquele é o time com mais intensidade no mundo, os GPS mostravam isso. Três atacantes fantásticos, três meias com perna para correr dois jogos e uma prorrogação. Aquele time era praticamente imbatível.”

Na entrevista, Filipe Luís também falou sobre a forma de trabalhar do atual comandante rubro-negro, Rogério Ceni, e citou outros técnicos com quem já trabalhou: 

“O Rogério é bem aberto também. A gente nunca tenta opinar e sim entender o que o treinador quer passar. Com o Simeone, ele dizia: ‘Vamos marcar assim’. E a gente pedia para ele explicar por quê. Cada jogo era uma ideia. Com o Jorge, ele não dava muita abertura. O Dome explicava muito, o Rogério dá bastante informação. O Mourinho joga sempre do mesmo jeito, então dificilmente dava abertura”, esclareceu o jogador, e deu sua percepção sobre a opinião dos atletas ao treinador: 

“O treinador tem que escutar os jogadores, mas colocar em campo a ideia dele. Ele está ali para convencer o jogador. Porque, mesmo que a ideia seja errada, se os jogadores acreditarem, pode dar certo.”

Por fim, contou como absorve os aprendizados e as influências de cada comandante para se tornar um no futuro, e sobre os times que sente prazer em assistir: 

“É uma mistura de todos os treinadores que tive na carreira. O Simeone é perfeito na parte defensiva, praticamente anula as chances de gol do adversário. Ele vai tomar gol, claro, mas as chances são poucas. Ele fecha espaço, a bola não entra pelo meio. Na área, ele enche de jogadores. Aí conheci o Tite, com uma abordagem bem diferente, bem completa. Tem coisas que o Simeone não tem. O Jorge Jesus tem coisas que o Tite não tem, mas em alguns pontos são parecidos. Aí vem o Rogério com coisas que os dois não têm. Fui pegando um pouco de cada um.”, esclareceu e acrescentou sobre os times:

“Hoje, o Barcelona está chato de assistir [risos]. O Liverpool, tenho prazer de ver. O Atlético de Madrid, tenho prazer de ver. Não gosto de ver o São Paulo jogar, porque é tão anárquico, e dá certo. É uma posse de bola muitas vezes passiva, mas eles têm muito mérito. Tem que tirar o chapéu. O último que me agradou de ver foi o Flamengo de Jorge Jesus. O Flamengo é o time que mais se assemelha àquele Bayern campeão da Champions.”

Retirado de: Flazoeiro

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