Pottker apoia fala de Vampeta sobre racismo contra Gérson e é cobrado pela torcida do Cruzeiro

O atacante da Raposa repostou a fala do ex-jogador, que dizia ser exagerada a reação do meia do Flamengo sobre o caso com Ramirez, do Bahia

O atacante William Pottker, do Cruzeiro, gerou uma controvérsia com torcedores do clube nas redes sociais. O jogador da Raposa fez uma postagem de apoio à fala de Vampeta, que minimizou o caso de racismo sofrido pelo meia Gerson, do Flamengo de Ramirez, do Bahia, durante o duelo entre as duas equipes, no Maracanã.

O ex-volante do Corinthians, conhecido por declarações polêmicas e politicamente incorretas, deu uma entrevista à TV Gazeta em que relatava um diálogo que teve com Amaral, outro ex-volante do Timão, afirmando que que o futebol está chato e que “qualquer coisinha” vira injúria racial.

– Esse final de semana eu estava em Sorocaba, em um evento com o Amaral, e a gente estava voltando no carro. Ele falava assim para mim: “Vampeta, está muito chato esse negócio na bola de qualquer coisinha (ser racismo)… Pô, você me chama de negão, de macaco, esses negócios assim”. Eu estava vendo o jogo, e o Gerson é meio esquentadinho com tudo. Ele joga muito, muito mesmo, merece uma oportunidade na Seleção, mas eu não vi, e sendo reprisado, para tanta. Negro, não sei o quê, no calor do jogo-disse.

A fala de Vampeta foi repostada por William Pottker em seu Instagram pessoal nesta segunda-feira, marcando os perfis de Amaral e Vampeta, com uma figura representando aplausos.

Pouco tempo depois, o post do atleta celeste gerou uma reação gigante da torcida que iniciou a contestação ao jogador cruzeirense.

Os comentários foram estendidos ao perfil oficial da Raposa, que recebeu diversas mensagens querendo uma posição do clube sobre Pottker, ainda mais depois do Cruzeiro se posicionar oficialmente a favor de Gérson.

Vampeta tentou consertar a fala mal dita e se disse contra o racismo, mas continuou a ver o ato de Ramirez como normal.

– Não estou defendendo essas causas, não, pelo amor de Deus. O cara chegar assim no restaurante: “Ôh, seu preto, me dá…”. Mas, no futebol, eu jogo bola no Vila Maria, e lá tem de tudo: coreano, boliviano… “Toca a bola, Bolívia. Alemão, toca a bola. Chinês…”. E aí? Em São Paulo, chamam a baianada de baiano, no Rio todo mundo é Paraíba. “Toca a bola, negão”. Pô…-disse.

Confira algumas reações dos torcedores ao post de Pottker.

Retirado de: Lancenet

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