Clima de Natal: jogadores do sub-17 do Flamengo ajudam meninos em shopping com lanches e camisas

Kayque e Mario encontraram dois garotos vendendo doces e se sensibilizaram com a história deles

Um passeio casual no shopping, nesta quinta-feira, acabou se tornando uma lição de humildade para dois jogadores da base do Flamengo. O zagueiro Kayque e o volante Mário, ambos do sub-17 rubro-negro, se sensibilizaram com dois meninos de 12 anos, que os abordaram para vender doces. O rápido encontro virou uma tarde inteira na companhia dos garotos.

– Eu perguntei se eles já tinham comido hoje (quinta). Falaram que não, que só tinham comido ontem à noite. Levamos os dois para comer. Compramos dois hambúrgueres para cada um. Um deles guardou um dos sanduíches para a mãe dele – contou Kayque.

Além dos lanches, Mário deu a ideia de os jogadores levarem os meninos para comprar camisas novas. Eles presentearam os garotos com duas peças para cada um.

– Os moleques foram muito humildes. Eles não sabiam qual camisa escolher. Ficamos trocando ideia. A gente se emociona por poder ajudar. Não foi muita coisa, mas tenho certeza que eles ficaram muito felizes. Não tem nada que pague isso – disse Kayque.

No papo com os novos amigos, Kayque e Mário, nenhum dos dois nascidos no Rio de Janeiro, puderam também conhecer um pouco da realidade da cidade. Eles se impressionaram com os relatos dos meninos, que disseram que às vezes são expulsos do shopping pelos seguranças.

– Perguntei para um deles: “E essa camisa aí? Quer ganhar outra?”. Ele falou que aquela era a única que tinha, que a máquina de lavar tinha quebrado. Estava toda suja. Eles falavam que muitas vezes os seguranças os tratam mal. Aconselhei que se, eles falassem com educação, que entendessem, porque era o trabalho dos seguranças. Mas, se não, que perguntassem por que eram tratados assim – relatou Kayque.

Kayque está há três anos no Flamengo. Ele é da cidade de Formoso do Araguaia, no Tocantins. Mário, por sua vez, chegou recentemente do Corinthians e é de São Paulo. Para eles, o encontro com os meninos serviu como uma lição de Natal.

– Acho que temos que ter isso dentro de si: a vontade de ajudar, sempre querer o bem do próximo. Por mais que você não tenha muito, o pouco para quem não tem muita coisa vai deixar muito feliz. Tenho certeza que fizemos o dia, o Natal e o Ano Novo daquela rapaziada – completou Kayque.

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