Ex-dirigente do Fla acalma torcedores sobre crescimento da dívida: “Situação sob controle”

escudo flamengo
(Foto: Daniel Castelo Branco)

A parte financeira dos clubes tem sido comprometida neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Foi necessário interromper os campeonato no mundo todo, o que acabou prejudicando o faturamento tanto de clubes pequenos como gigantes. Foi necessária uma readaptação tendo em vista a falta de faturamento da bilheteria dos jogos, que estão sendo em portões fechados, por exemplo.

Foi divulgado um ranking recente em que o Flamengo se encontra na terceira posição na escala de dívidas, com um aumento de R$ 163 milhões. Nesta terça-feira, o ex-vice de finanças do clube, Wallim Vasconcellos, tratou de tranquilizar a torcida nas redes sociais.

“Aqueles preocupados com o endividamento do Flamengo, situação continua sob controle, de acordo com o balancete de junho 2020. Sem contar as operações do dia a dia, endividamento mesmo concentra-se no Profut, compra de atletas e empréstimos, total de cerca de 588 milhões somados. Aumento de 153 milhões comparado com 31/12/19, sendo 133 milhões com atletas e 20 milhões de empréstimo. Por outro lado, aumento do ativo de 74 milhões, por venda de atletas + caixa. Ou seja, aumento líquido da dívida de 79 milhões. Alguns comentários:+ parte da dívida com atletas a ser paga em 2021 em diante, quando se espera uma recuperação da receita; apartamentos do morro da viúva, no valor estimado de 134 milhões, ficarão prontos para venda no máximo no final de 2021, podendo ser vendidos inacabados ou emitir títulos lastreados na venda 54% do caixa em moeda estrangeira e mais recursos do Reinier para hedge no pagamento das dívidas em euros; caso necessário (que eu não acredito), dispõe de um elenco super qualificado e poderia se desfazer de algum dos atletas. Finalmente, os responsáveis (literalmente)área financeira do clube são pessoas experientes e compromissadas com o orçamento e a boa gestão financeira. Espero que tenha ajudado a esclarecer a situação financeira do Flamengo.”

O Flamengo sofreu um baque logo no início da pandemia e interrupção das atividades quando o Azeite Royal rescindiu o contrato de patrocínio. Também houve atraso no pagamento da Adidas, fornecedora de material esportivo, além do aumento de cancelamentos no programa de sócio-torcedor.

Segundo matéria do Globo Esporte de dezembro de 2019, as dívidas do Fla estavam em torno de R$ 540 milhões, com elevação para R$ 703 milhões no primeiro semestre de 2020. O Flamengo ficou atrás de Corinthians, que teve variação de R$ 237 milhões e Cruzeiro, com variação de R$ 180 milhões.

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