Pedro vai além dos gols, desfruta boa fase no Flamengo e sonha alto: “Quero e posso buscar mais”

Destaque na vitória sobre o Bahia com movimentação, passe de letra e tabelas, atacante se vê mais completo, confia em novas oportunidades e fala sobre o trabalho de Domènec

Pedro comemora gol contra o Bahia — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

GLOBO ESPORTE: Cahê Mota

Pedro é aquele típico caso da realidade que cumpriu a expectativa no Flamengo.
Contratado com a difícil missão de ser o substituto imediato de Gabigol, o atacante focou na oportunidade, deixou de lado e pressão e é um dos destaques da temporada. Com média de um gol a cada 90 minutos em campo, cumpre bem seu papel de goleador e vai além.

A atuação no 5 a 3 contra o Bahia mostra isso. Pedro fez dois gols, mas não chamou a atenção somente por isso. Fez bem o pivô e, principalmente, dominou como poucos o perímetro da grande área abrindo espaços e servindo os companheiros.

Os oito gols em 20 jogos, somente sete como titular, deixam o centroavante do Flamengo feliz. Não satisfeito:

– Os números são excelentes e tenho consciência disso, mas quero e sei que posso buscar mais. Falei nas minhas outras entrevistas que vinha evoluindo e é assim que sinto aqui no Flamengo.

“Cada dia aprendo mais um pouquinho. Vejo a evolução como um todo”

Pedro tem 716 minutos jogados com a camisa do Flamengo e oito gols: média de um a cada 89,5 minutos. Fica a expectativa se estará em campo sábado, às 17h (de Brasília), para enfrentar o Fortaleza, no Maracanã, pela oitava rodada do Brasileirão.

Confira a entrevista de Pedro:

São 20 jogos, mas apenas sete como titular e oito gols. Média de um gol para menos de 90 minutos em campo. Queria que você fizesse uma autocrítica sobre essa sua passagem pelo Flamengo: o que te deixa mais feliz? O que você acha que ainda pode melhorar?

– O que mais me motiva é fazer parte de um grupo vencedor. O ambiente, o nosso dia a dia, todo o entorno, me fazem feliz e ser 100% todos os dias. Os números são excelentes e tenho consciência disso, mas quero e sei que posso buscar mais. Falei nas minhas outras entrevistas que vinha evoluindo e é assim que sinto aqui no Flamengo. Cada dia aprendo mais um pouquinho. Vejo a evolução como um todo. Não em pontos específicos.

Pedro em atividade no Ninho do Urubu — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O Dome já deixou claro que vai rodar muito o elenco. Para quem joga na mesma posição do principal jogador do elenco, ter essa certeza de mais oportunidades é importante?

– O que me deixa com a certeza que terei oportunidades é o meu trabalho no dia a dia. Se o trabalho não estiver sendo bem feito durante a semana, mesmo com o rodízio, não terei oportunidades. Sempre tenho como pensamento fazer o meu trabalho da melhor forma para que o treinador possa saber que estou pronto para quando ele precisar. Me sinto preparado para jogar e servir o Flamengo da melhor forma.

Chama muito a atenção a forma como você simplifica a maioria das jogadas. Seja para finalizar, para fazer o pivô ou para servir o companheiro, a impressão é de que você tenta dar o mínimo de toques possível. É algo que você tem em mente antes de a bola chegar?

– Jogo em uma posição que não tenho muito espaço, nem tempo para segurar a bola. Recebo muitas bolas de costas para o gol e preciso buscar uma definição rápida para que possa antecipar as ações dos zagueiros. É importante também a movimentação e a tomada de decisão de maneira que eu possa dar sequência a movimentação na intensidade que atacamos. Já na definição, acredito que receber a bola já imaginando a jogada é fundamental para não deixar o goleiro se posicionar e fechar o ângulo.

Queria que você falasse do passe de calcanhar para o Isla. Isso já é fruto de treinamento? Você sabia que ele chegaria ali ou ele gritou no momento?

– Quando a bola chegou até a mim já tinha visto a movimentação dele e que o zagueiro fecharia o chute. Optei pelo passe de primeira para o time trabalhar a bola e eu conseguir me posicionar dentro da área. Na hora do cruzamento eu estava lá, mas a bola veio redonda para o Arrasca. Essa troca de passes e movimentação é um pedido do Dome. Sempre treinamos.

E contra o Fortaleza, é sua vez de entrar no rodízio?

– Estou à disposição da comissão técnica para o que eles decidirem. Nosso elenco tem muita qualidade e isso possibilita a comissão técnica a rodar o time e ter sempre os atletas mais condicionados em campo.

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