Mano Menezes sobre técnicos estrangeiros no Brasil: “Essa moda vai passar”

Urubuinterativo: Por Victor Tavares

O Campeonato Brasileiro começa nesse sábado (8), mas dessa vez, Mano Menezes não está no comando de um dos clubes que disputarão a liga brasileira. Em uma entrevista a Rádio Gaucha, o treinador foi questionado sobre o atual momento do futebol brasileiro, e afirmou que a chegara de técnicos estrangeiros “é uma moda”.

— O Brasil é um país da moda. A moda agora é treinador estrangeiro, e temos de aceitar como as coisas são. Isso não acontece do nada. Traz suas causas e, na minha opinião, até erradas. Nossos problemas no futebol já se arrastam há muitos anos. Mas, quando acontece alguma coisa específica, como o famoso 7 a 1, é como se aquilo se desnudasse e de uma hora para outra as pessoas têm a solução mágica. Essa moda vai passar, como todas as outras passaram. Mas acho positivo a vinda de técnicos estrangeiros. Elevar o nível, como fez o Jorge Jesus, causa desconforto e incomodação e, aqueles técnicos que escolherem o caminho correto, da busca por uma melhor preparação, para formar uma metodologia e filosofia nova, vão passar por isso como deve ser, trazendo coisas boas para o futebol brasileiro. Mas a moda vai passar, porque logo os técnicos estrangeiros terão os mesmos problemas que tivemos aqui, que é a questão do calendário, campos ruins, derrotas. Só um vai ganhar e todos os outros vão perder. O mundo está muito imediatista, e a moda vai passar e outra moda virá — comentou Mano.

Mano Menezes tem uma forte ligação com o Grêmio, clube onde trabalhou de 2005 a 2007, e nesse tempo, tirou o tricolor de Porto Alegre da Série B, conquistou um bicampeonato gaúcho e levou a equipe até a final da Libertadores. Mesmo com toda essa história, Mano Menezes não afirmou que rejeitaria Internacional.

— Eu sou um técnico de futebol profissional. Isso resume tudo o que a gente pode dizer sobre treinar esse ou aquele clube. Não tenho nenhum preconceito contra clube nenhum. São circunstâncias. Às vezes, acontecem a favor, às vezes, contra. Não gosto de dizer se vou treinar ou não, porque as consequências de uma fala em um momento mais delicado de um clube podem (fazer) parecer que o treinador está se oferecendo ou se intrometendo. Não gosto que façam comigo, então não gosto de fazer com os outros. Mas sou um técnico profissional de futebol — despistou o treinador.