Flamengo comanda revolução no país enquanto clubes assistem

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Paulo Henrique Costa, do BRB - Foto: Marcelo Cortes

A gestão de Rodolfo Landim pode ser resumida numa série de atitudes discutíveis e politicamente incorretas, com algumas declarações contraditórias e duras sobre seus oponentes e adversários, se lixando para a opinião pública.

Está muito claro que o presidente pensa única e exclusivamente no Flamengo. Landim é Flamengo e está para o clube como Eurico Miranda esteve para o Vasco. Primeiro vem o Flamengo, depois se debate sobre o resto.

E Landim está errado, mesmo que atraia a antipatia de quem não é Flamengo? Eu acho que não. Num país onde cada um só enxerga seu lado no futebol brasileiro, o Flamengo está fazendo valer sua força e seu potencial. Landim tomou à frente dos clubes, foi ao encontro do presidente Bolsonaro para a MP 984, costurou a volta do futebol no Rio de Janeiro e conseguiu confrontar a Rede Globo, poderosa e protagonista nas transmissões de jogos, com toda a legitimidade de seus contratos.

A veiculação de Flamengo x Boavista na FlaTV e nas redes sociais foi uma demonstração de força, independentemente do que virá no futuro. O Flamengo pensou no seu torcedor e foi aplaudido por isso, inclusive por outros presidentes. A atitude da diretoria foi corajosa e defendeu os interesses rubro-negros, servindo como referência e alerta para os outros.

Se o Flamengo continuar com esse pensamento único na instituição e nos seus sócios e torcedores, vai abrir cada vez mais distância diante da prostração dos outros dirigentes. Se haverá um sucesso absoluto, o tempo dirá, mas hoje o Flamengo lidera o futebol, sem nenhuma dúvida.

Por: ALEXANDRE PRAETZEL