Vice-presidente do Flamengo explica trâmites para possível retorno da Copa Libertadores

Libertadores pode ser pausada por causa do Corona Vírus

O futebol Carioca já retornou as suas atividades e, os clubes, em contato com as federações, começam a planejar um retorno das demais competições, sejam elas nacionais ou internacionais. Em entrevista exclusiva ao Coluna do Fla, o vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista (BAP), confirmou conversas visando o retorno da Copa Libertadores da América, e explicou trâmites para possível volta da competição.

– Claro que tem conversa. Você discute, você planeja, você vê hipótese. Libertadores são 11 países. Se um estiver com a fronteira fechada, trava todos os outros 10. Então, têm conversas sim, adiantadas. Já tem um plano. E já estão discutindo as datas. O problema é que a Libertadores precisa de 11 datas até o fim do ano. Se voltar em agosto, você, provavelmente, vai com as competições até 15 de fevereiro. É questão matemática. Eu entendo que esse é um xadrez que vai ter que ser decidido no tabuleiro. Não pode decidir as datas da Conmebol sem que o Brasil decida como serão suas datas, sem que o Peru decida as datas e etc… é um jogo delicado, de encaixe. O que a gente tem podido fazer, a gente tem feito. As conversas acontecem sempre -, explicou o dirigente.

Considerando a paralisação das competições esportivas pela pandemia do novo coronavírus, e a forma como cada país foi afetado, planejar as datas para reinício da Copa Libertadores não é tarefa fácil. Como explicou o dirigente, é necessário que todos os países participantes decidam os seus calendários para, depois, encaixar a competição. No Brasil, ainda não há previsão para o início do Campeonato Brasileiro, mas há um acordo entre a CBF e as federações, para garantir que o Brasileirão só comece ao final dos Estaduais.

A Conmebol ainda não confirmou as datas para o retorno da Libertadores da América e da Copa Sul-Americana, mas prevê que isso aconteça em setembro. Para isso, a entidade precisa aguardar a liberação das fronteiras do continente, de modo a ter um cenário favorável à volta das competições.