Rafinha faz homenagem e coloca nome de Jorginho na chuteira

Funcionário mais antigo do futebol do Flamengo, ex-massagista foi vítima da Covid-19

Há pouco mais de um mês, o Flamengo sofreu com a perda do funcionário mais antigo do futebol rubro-negro. Jorge Luiz Domingos, o tio Jorginho, foi massagista do clube por 40 anos e morreu, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória e perder a luta contra a Covid-19. 

Jorginho era muito querido pelos jogadores e criou uma relação bem próxima com Rafinha, que chegou no Flamengo no meio do ano passado. Como forma de homenagem, o lateral-direito colocou o nome do ex-massagista e amigo na chuteira.

“Eu sempre coloco os nomes dos meus filhos na chuteira, mas dessa vez eu quis homenagear o Jorginho, que é uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande. Ele está dentro dos nossos corações, eu trabalhava todos os dias com ele, me preparava para os treinamentos. Eu tinha muito contato com ele, todos os dias, ele me preparava, cuidava de mim, fazia minhas massagens. É uma pessoa que estará dentro dos nossos corações para o resto da vida”, relembrou o jogador.

Rafinha colocou o nome de Jorginho na chuteira | Foto: Reprodução

Rafinha tinha uma relação bem próxima com Jorginho, já que o ex-funcionário do Flamengo cuidava diretamente dele, antes de jogos e treinamentos. O lateral foi fundamental para que o massagista estivesse presente em Lima, na final da Libertadores da América.


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“A lembrança que a gente tem do Jorginho é uma lembrança boa, porque vivemos momentos maravilhosos juntos. Me sinto mais feliz ainda porque, ninguém sabe, mas fiz muita força para o Jorginho viajar com a gente para a final da Libertadores, já que ele não ia. Fiz de tudo para estar com a gente, porque ele é um cara campeão, participou de muitos títulos do Flamengo, fiz questão que ele estivesse com a gente naquele momento. Deu certo, fomos campeões da Libertadores e o Jorginho estava lá para comemorar com a gente”, contou o lateral.

Jorginho foi campeão do mundo em 2002 com a seleção brasileira. No Flamengo, viveu de perto a trajetória da geração comandada por Zico. Foi campeão mundial em 1981 e era o único bicampeão legítimo da Libertadores pelo clube. 

Fonte: Esporteinterativo