“É o maior técnico da história do Flamengo”: afirma ex-presidente do clube sobre Jorge Jesus

O casamento entre Jorge Jesus e Flamengo foi renovado por mais um ano. A informação veio das redes sociais do técnico, no entanto, o clube ainda não fez o anúncio de forma oficial. O blog do Alexandre Praetzel entrevistou Kléber Leite, presidente do Flamengo de 1995 a 1998. O ex-presidente rasgou elogios ao Mister e afirmou não ter visto “nada igual” no Flamengo.

– O contrato do Jesus só irá até o meio de 2021. Isso quer dizer que, se ele bem entender naquele exato momento, o Flamengo ficará a pé no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores, três competições mais importantes do calendário. Além disso, há também um gatilho em que a qualquer momento, se um grande clube espanhol ou inglês o convidar, ele sairá, independentemente do momento que seja. Isso é muito ruim. Agora, pior ainda seria ficar sem Jorge Jesus. Mesmo colocando tudo isso na balança, eu também teria renovado o contrato dele e feito a mesma coisa. É o maior técnico da história do Flamengo pela empatia com torcida e time. Nunca vi nada igual no Flamengo.

Ao ser perguntado sobre a atual gestão ter tornado o Flamengo “imbatível”, Kléber Leite afirmou que “o que está acontecendo hoje já deveria ter acontecido” e aproveitou para cutucar Eduardo Bandeira de Mello.

– Há um meio de caminho para tudo, inclusive para isso. O que está acontecendo hoje já deveria ter acontecido algum tempo atrás. Lembro a você que o mundo do futebol mergulhou num processo novo. Em 95, começamos com a Fla TV e hoje ela tem importância nisso. O sócio-torcedor, que hoje representa o segundo maior faturamento, começou em 95 com a campanha SejaSócio. A TV representa muito ao Flamengo e antigamente isso era visto como uma forma de apenas promover o Flamengo, sem receitas.O futebol era muito amador. Tudo foi acontecendo ao longo do tempo e o Flamengo não foi feito hoje. Vem ficando diferente ao longo do tempo. Se não tivesse acontecido um impeachment de um presidente com a parceria com a ISL, após a minha gestão, o Flamengo já deveria ter atingido o estágio atual.

– É um exagero. O presidente não era para ser o Bandeira de Mello. O candidato deste grupo que eu fazia parte era o Walim Vasconcellos. Só que a oposição, numa reunião do Conselho de Administração, decidiu detonar a candidatura, por uma questão ou outra. Bandeira de Mello foi chamado em casa, ninguém sabia quem ele era e virou presidente do Flamengo. Quem ganhou a eleição foi o grupo com a mensagem de que um homem só não resolveu, e sim um grupo de pessoas competentes. Faltou ao presidente um pouco mais de sensibilidade no futebol. Se ele não tivesse sido tão vaidoso politicamente e não tivesse recorrido a outras áreas do clube, sem competência no futebol, esses resultados já poderiam ter acontecido antes. Foi muito ruim para ele, mas faltou um pouquinho de humildade, o que não ocorre agora.

Fonte: colunadofla.com.