Como usar a criatividade para superar o momento difícil pelo qual o mundo está passando? Para o jornalista e escritor Marcelo Dunlop, cronista do portal “República Paz e Amor”, a quarentena serviu de inspiração para tirar um projeto do papel e transformá-lo em realidade. Assim nasceu a obra “Crônicas flamengas”, idealizada para divertir os amigos obrigados a ficar em casa. 

– Eu escrevo há alguns anos no “República Paz e Amor” com outros flamenguistas, como Arthur Muhlenberg, Nivinha, Vivi Mariano, Jorge Murtinho e Arnaldo Branco. E aí, quando os amigos começaram a ler as minhas crônicas, surgiu a conversa de que aquilo deveria virar uma livro e se colocaram à disposição para ajudar. Agora, depois de uma semana de confinamento olhando para o teto, virei para um amigo meu editor, que também estava com essa ideia, e falei: “Vamos fazer?” – contou Dunlop.

A partir daí, foi elaborado um projeto de financiamento coletivo tendo como prêmio o próprio livro físico. Com a mobilização de muitos amigos e colegas de Dunlop, além de personalidades rubro-negras e ex-jogadores do Flamengo, o livro começou sua pré-venda este mês no site da Escribas Editora.

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– Os amigos chegaram junto. Em uma semana, já são 300 livros vendidos. É uma meta rubro-negra fazer este livro virar realidade. Uma emoção “Gabigoliana” – brincou o autor.

Marcelo Dunlop trabalha com esportes desde 2002, cobrindo jiu-jitsu e outros esportes de luta. Porém, os fins de semana e as férias sempre são reservados para ver futebol. E de suas observações apaixonadas pelo Rubro-Negro surgiram as crônicas que fazem parte do livro, como a noite gélida em que o Flamengo foi eliminado em ritmo de tango, a primeira pelada do rapazola Zico no meio dos medalhões da Seleção, o dia em que Garotinho José Carlos Araújo narrou um jogo com soluços e até uma carta enviada por correio para a Rainha da Inglaterra.

Fonte: Lance