Flamengo teve aumento de 42% na venda de PPV em 2019

Histórico para o Flamengo pelas conquistas da Libertadores e do Brasileiro, o ano de 2019 também marcou o maior valor da história de um clube brasileiro. Isso porque, o clube alavancou em 75% a sua receita bruta e atingiu R$ 950 milhões, segundo levantamento da Pluri Consultoria – divulgada quase um mês após o balanço oficial do Rubro-Negro. Veja detalhes dos ganhos, baseados no estudo.

De acordo com a Pluri, quanto a 2018, o último da gestão Eduardo Bandeira, a que antecedeu a de Rodolfo Landim, o estudo mostra que, na comparação, o Fla elevou a sua arrecadação em três setores principalmente: negociação de atletas, “matchday” e receitas com participação direta do torcedor.

A receita do Flamengo subiu 75% em 2019 e atingiu R$ 950 milhões. O principal fator está atrelado à negociação de jogadores, que subiu aproximadamente 357%, chegando a incríveis R$ 299,8 milhões. Crias da base, como Léo Duarte, Vinícius Júnior, Lucas Paquetá e Reinier, têm peso relevante neste processo.

Os faturamentos oriundos de “matchday”, que consiste ações e bilheteria dos jogos da temporada cresceram R$ 171 milhões (84%). Tais receitas são geradas também em camarotes, restaurantes, dentre outros exemplos.

Completando o pódio estão a participação direta do torcedor e mais as cotas embolsadas via pay per view (Premiere), que subiram R$ 242 milhões, o que sugere uma variação positiva de 42%.

Ainda em destaque na aba de “principais itens de melhora” aparece a elevação do patrimônio líquido do clube, que subiu 96% em um ano (mais precisamente para R$ 128 milhões).

Outros pontos favoráveis a serem sublinhados: “receitas sem atletas”, com R$ 651 milhões não peneirados e variação no azul de 36%, e o “ativo total” (soma de todos as contas de ativos de uma empresa/clube: ativo circulante, realizável a longo prazo e permanente), que bate a casa dos R$ 879 milhões (48%).

No entanto, há o outro lado da moeda, com destaque negativo para o endividamento líquido e despesas totais, os itens de piora de maior enfoque. Em relação a 2018, as dívidas subiram 24% (R$ 510 milhões) e as despesas totais tiveram um crescimento de 83% – muito graças a reforços de peso, como Arrascaeta. E mais: receita com transmissões caiu 7% para R$ 180,5 milhões. Dívidas trabalhistas ainda chegaram a R$ 139 milhões (157% de variação no vermelho).

Para este ano, haverá prejuízos não calculados anteriormente, naturais pela pandemia do novo coronavírus. Landim já havia falado em “impactos absorvíveis”, porém o clube já teve que apelar a um empréstimo bancário de R$ 40 milhões para honrar compromissos. A ver a balança assim que o futebol retornar à normalidade.