Empréstimo do Flamengo é sinônimo de credibilidade

O que mais se fala hoje em dia, e há razões de sobra para isso, são os prejuízos que a pandemia do coronavírus está causando ao esporte, os transtornos no calendário, na situação financeira dos clubes e dos jogadores, o futuro das Olimpíadas de Tóquio após o adiamento, a incerteza sobre mundiais de diversas modalidades, da fórmula 1 ao tênis. Tudo isso é muito sério, lamentável e bastante preocupante. Mas, quase despercebido, em meio a esse turbilhão virótico, passaram algumas boas notícias que, no mínimo, mostram que nem tudo está perdido. E sempre haverá uma luz no fim do túnel.

Patrocínio renovado

Em plena crise da Covid-19, ao menos um clube, o São Paulo, renovou contrato com seu patrocinador master, e sem registrar perdas de receita. A negociação com o Banco Inter assegurou até o final de 2020 a exposição da marca no peito da camisa tricolor. Algumas empresas como a Crefisa/Faculdade das Américas, no Palmeiras, também mantiveram os pagamentos em dia sem nenhuma redução, mesmo nesses meses sem bola rolando e pouco visibilidade de seus produtos. A MRV – que realizou inclusive ações de solidariedade usando escudos dos clubes que patrocina – foi outra que continuou investindo, especialmente no Atlético-MG, sua vitrine principal, mas igualmente no Flamengo, no São Paulo, no Fortaleza e outros que também tem o apoio da construtora.

O empréstimo do Flamengo

Para os desavisados, parece algo ruim. Para os mal intencionados, foi um prato cheio para as críticas. Mas os R$ 40 milhões que o Flamengo pegou emprestado no Banco Santander têm um lado positivo. Mostram que o clube chegou a um ponto em que restaurou a credibilidade do próprio futebol. Só quem tem confiança do mercado financeiro consegue um empréstimo como esse, a juros mais baixos do que os de mercado. Algo impensável no futebol do Brasil até um tempo atrás. E, registre-se, o dinheiro que o Rubro-Negro buscou muito mais do que uma emergência para pagar contas – ainda que enfrentando o atraso de pagamento da Adidas e o rompimento com o Azeite Royal – foi uma espécie de colchão para manter o caixa saudável. Sinal de bons tempos.

Profut mantido – e adiado

Que algum tipo de ajuda o governo teria que dar aos clubes ninguém tinha a menor dúvida. Todos os setores da economia estão sendo beneficiados de alguma forma, não há motivos para que o esporte não seja atendido também. Mas a boa nova é que um projeto de lei apresentado essa semana no Congresso caminha nessa direção e propõe uma alternativa ao mesmo tempo justa para os clubes e equilibrada para os cofres públicos, sem repetir os erros do passado com o simples perdão das dívidas – o sonho verdadeiro da cartolagem. O que o projeto do deputado Hélio Leite (DEM-PA) sugere é a suspensão dos pagamentos das parcelas do Profut, enquanto durar o estado de calamidade pública, além do aumento da participação dos clubes nas receitas geradas pelas loterias da Caixa, até que situação se normalize, o que é bem razoável. Trata-se, portanto, de uma proposta decente, tomara que vingue de fato, independentemente do pacote de ajuda que os clubes apresentaram ao governo.

Reforço no vôlei

A temporada da Superliga foi interrompida antes do fim pela pandemia. E a situação financeira da maior parte dos clubes, antes mesmo do coronavírus, já era algo preocupante. Mas em meio a tudo isso, o Vôlei Taubaté, que liderava o campeonato, anunciou na sexta-feira a contratação do levantador Bruninho, de 33 anos, titular da Seleção Brasileira e campeão olímpico na Rio-2016. Não é um reforço qualquer, o jogador, que é filho de Bernardinho, estava no Lube Civitanova da Itália, onde conquistou títulos nacionais e europeus, e volta ao Brasil após seis anos. Ele assinou contrato por uma temporada com a equipe paulista.

Tem outras coisas positivas acontecendo no mundo do esporte. E o que nenhuma pandemia conseguirá destruir é a certeza de que a paixão sobreviverá. Sempre!

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