Carlos Alberto não crê em Jorge Jesus na seleção brasileira

Em meio a críticas e elogios a Tite, Carlos Alberto admite que faria uma mudança radical no comando da seleção brasileira. Para ele, Renato Gaúcho seria o nome mais indicado para liderar Neymar & Cia. O ex-jogador deixa claro que a possibilidade de um estrangeiro também seria interessante, mas entende que o povo brasileiro não está pronto.

“Hoje eu trocaria o Tite pelo Renato Gaúcho porque falta um cara como ele na seleção, com esse linguajar mais prático. Não esse linguajar teórico do Tite. Eu gostaria muito de ver um treinador estrangeiro, mas a nossa cultura e a nossa educação não permitem. Eu queria ver um Mourinho sendo treinador, um Guardiola. Imagina os caras com poder de escolha de uma seleção brasileira? Seria muito legal”.

Perguntado sobre a possibilidade de Jorge Jesus após o sucesso estrondoso à frente do Flamengo, Carlos Alberto disse que não consegue ver essa possibilidade saindo do papel.

“O Jorge Jesus até falou sobre isso. Vai perguntar se um estrangeiro não quer trabalhar na seleção brasileira. Claro que quer. Até porque aqui tem os melhores jogadores e ele sabe que a possibilidade de ser campeão é muito grande. O Brasil é pentacampeão do mundo. Então, a nossa cultura, ainda, não aceita um treinador estrangeiro. A gente está implementando na seleção feminina, mas para seleção masculina vai demorar, ainda”, disse.

“Gabigol não deveria largar Jesus”

Ainda sobre Jorge Jesus, Carlos Alberto diz que o artilheiro Gabigol não deveria terminar a parceria com o português tão cedo. É que em uma entrevista ao Fox Sports o treinador disse que tem plena confiança e que não tira o camisa 9 do jogo nem que ele esteja mal em campo. Segundo o ex-jogador, isso é tudo que um atleta pode buscar na carreira.

“Se você não for preparado pra estar na Europa, realmente, você não consegue triunfar. Hoje, ele tá muito mais preparado, mas, se eu sou ele, eu abraçava o Jorge Jesus pra sempre, porque ele não vai ter um esquema tático desse, um time desse, em lugar nenhum. Uma coisa que eu vi o Jorge Jesus falando, inclusive lá no meu programa, na Fox. Mesmo ele estando mal, é um jogador que ele não tira. Então, quando um centroavante atinge esse nível de confiança com o treinador, ele tem que preservar isso, porque é isso que vai dar sustentabilidade pra carreira dele. Se eu sei que vou tá mal e o treinador me dá a confiança que não vai me tirar, pode perguntar pra qualquer centroavante se ele não quer isso. Provavelmente, na Europa ele não teria isso, não ia jogar sempre, ia ter sempre rodízio. Aqui, ele joga sempre e, hoje, está num grande momento, fazendo muitos gols e merece tudo o que tá acontecendo”.

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