Jornalista vê futebol como ‘escudo’ para diretoria do Flamengo: “Sem o time jogar, dirigentes não conseguem se defender”

De 2019 para 2020, o Flamengo se tornou o clube mais expressivo no cenário do futebol brasileiro. Desde a chegada do treinador Jorge Jesus, o Mais Querido conquistou cinco títulos, sendo o Brasileiro e a Copa Libertadores da América, ambos na temporada passada. Neste ano, os troféus foram da Supercopa do Brasil, da Taça Guanabara e da Recopa Sul-Americana.

No ‘Posse de Bola’, do Uol Esporte, nesta manhã de segunda-feira (20), o jornalista Arnaldo Ribeiro disse que, pelo rendimento do time em campo, ele é ‘inatacável’. No entanto, o comentarista disse que, o oposto disso, são os posicionamentos do presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, e parte da diretoria em assuntos extracampo.

— Esse Flamengo atual é praticamente inatacável quando joga, porque quando ele joga, ele encanta, vence, convence, tem carisma, tem personagens. Não precisa ser rubro-negro para gostar deste Flamengo. Agora, sem o Flamengo jogando, vários desses caras (dirigentes) não conseguem se defender. Nesta questão humanitária, isso ficou claro várias vezes –, declarou.

Arnaldo alertou que o mandatário rubro-negro precisa ter cuidado com a ‘imagem’ que quer deixar quando seu mandato acabar. Isso porque, em meio à pandemia do novo coronavírus, o futebol brasileiro e internacional foi paralisado. E mesmo com as atividades suspensas por tempo indeterminado e com o avanço da doença no país, Landim tentou convencer o governador do Rio de Janeiro a autorizar que o elenco voltasse a treinar. O presidente rubro-negro, desde então, vem sofrendo duras críticas.

— O Landim tem que tomar o seguinte cuidado: ele pode fechar o mandato dele como o presidente mais vencedor da história do Flamengo. Mas isso não quer dizer que ele não seja o presidente mais desumano da história do futebol. No fim das contas, o que você vai querer transmitir? Lembrando que não é ele que faz gol, não é ele quem dirige o time. Quando o time está jogando, ele não tem grande influência assim. Mas quando o time está parado, ele tem umas atuações muito desastrosas –, finalizou.

O governador Wilson Witzel negou o pedido de Landim. Com a iniciativa de volta aos treinos vetada e sem previsão de retomada aos gramados, o Flamengo prorrogou as férias coletivas de seus atletas e funcionários por mais dez dias (até 30 de abril).

Fonte: Coluna do Flamengo

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