Bandeira cobra definição do Flamengo em relação a indenizações

Alvo de ataques de opositores durante os seis anos em que foi presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello evita criticar seu sucessor, Rodolfo Landim. Tanto que Bandeira se recusa a cravar se Landim tem gastado demais, prefere não palpitar sobre o empréstimo bancário de R$ 40 milhões, não condena o atraso no pagamento das parcelas pelas compras de Léo Pereira e Thiago…

Mas há algo que incomoda demais o ex-presidente: a condução da atual diretoria em relação à tragédia que matou dez atletas da base do Flamengo no Ninho do Urubu.

“Eu tenho certeza de que esse assunto com as famílias já deveria ter se resolvido”, avalia Bandeira.

“O Flamengo teve uma oportunidade de resolver logo no início com a defensoria, com o Ministério Público. Como não estou mais lá, não posso fazer mais nada a não ser me solidarizar com as famílias. Mas isso é muito ruim para a imagem do clube”, acrescenta o ex-presidente.

E tem mais: o homem que liderou um grupo responsável por colocar as contas do Flamengo em ordem não isenta os atuais gestores pelo incêndio:

“Se eu ainda fosse presidente, tenho quase certeza que não teria acontecido. Fiquei lá seis anos e não aconteceu nada”, justifica Bandeira.

“Como eu não estava mais lá, não sei as causas (do incêndio). Espero que o inquérito e a questão toda que está no Ministério Público chegue à verdade, porque é muito desagradável ver inocentes sendo acusados de maneira totalmente injusta, e um deles sou eu”, emenda o ex-presidente.

“Mas nada que se compara ao sofrimento das famílias, dos pais desses meninos, que perderam suas crianças naquela situação. Na história do Flamengo, não há nada mais triste, mais vergonhoso, mais trágico do que isso”, conclui o dirigente.

FONTE: BLOG DO JORGE NICOLA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor insira o seu nome aqui