Pelaipe diz que jogadores do Fla jogaram pelos Garotos do Ninho

Na última sexta-feira (10 de abril), em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, o ex-gerente de futebol do Flamengo Paulo Pelaipe foi contundente ao falar sobre a sua saída do clube, no início do ano. Segundo o dirigente, que hoje está no São Caetano-SP, ele foi traído pelo vice de relações externas Luiz Eduardo Baptista, o BAP, e pelo supervisor Gabriel Skinner.

Segundo ele, Skinner, primo de BAP, queria o seu lugar. Ainda de acordo com Pelaipe, por conta disso, o vice de relações externas provocou sua demissão. Atualmente, o cargo de gerente de futebol segue sem um escolhido.

“Todo mundo sabe no Rio de Janeiro, todo mundo do futebol sabe que eu fui traído pelo supervisor de futebol do Flamengo, que é primo de um vice-presidente e que queria o meu lugar. Foi isto que aconteceu, por isto que eu saí do Flamengo. É o Gabriel Skinner, ele me boicotava lá, e ele é primo do BAP e conseguiu atingir os objetivos”, afirmou na entrevista.

Neste domingo (12), Pelaipe foi um dos convidados especiais do A Última Palavra e concedeu entrevista exclusiva ao FOX Sports. O dirigente voltou a falar sobre o assunto, e acredita que poderia ter saído de uma maneira diferente, com o Rubro-Negro tendo uma maior consideração por ele, que já havia trabalho no clube em 2013, ano do título da Copa do Brasil.

“Houve uma pergunta para mim sobre a esse respeito, e eu confirmei, foi verdade (a traição). O Flamengo faz parte do passado, estou preocupado com o São Caetano. Já deixei bem claro que quem pode contratar, pode contratar como o clube tinha, e o fez. Fui contratado pelo (Marcos) Braz, só que a maneira que eu saí do clube, que não houve uma renovação do contrato depois de uma confirmação desse contrato que fiquei chateado. Recebi um e-mail no dia 6, às 19 horas e 33 minutos, dizendo que o meu contrato não seria renovado. Por tudo o que fiz no Flamengo em 2013, 2014 e agora em 2019, ter recebido um pouco mais de consideração, mas é um assunto superado. Ninguém pode deixar de esquecer que trabalhei no Flamengo num momento difícil, que foi a reconstrução em 2013, sabem das dificuldades que nós tínhamos, das dificuldades que enfrentei, com redução da folha de pagamento, nos livrando de alguns profissionais importantes, ídolos da equipe, mas o Flamengo não tinha caixa para pagar Vagner Love, Ibson, outros jogadores do plantel. Em 2019 tivemos um início muito difícil, não podemos nos esquecer, jamais, do dia 8 de fevereiro, todos achavam que o ano tinha acabado para o Flamengo por conta daquela tragédia, mas o Marcos Braz, com sabedoria, firmeza, assumiu o comando do futebol, e junto dos atletas e comissão técnica, conseguimos dar a volta por cima. Os próprios atletas, dentro de campo, não jogavam só por eles, mas também por aqueles meninos, aquelas famílias, do fato que presenciamos, que foi a maior tragédia que aconteceu no Flamengo”, disse Pelaipe.

FONTE: FOX SPORTS

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