“Flamengo se torna um modelo a ser seguido”, diz Damião

Há quase um ano e meio no futebol do Japão, Leandro Damião voltou ao passado ao analisar a boa fase vivida pelo Flamengo, time que ele defendeu entre 2016 e 2017. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o atacante do Kawasaki Frontale disse que os títulos conquistados pela equipe carioca são frutos da gestão do clube, assim como aconteceu com Internacional e São Paulo anos atrás.

“O Flamengo é um grande clube e tem uma torcida que apoia muito. Com uma gestão bem organizada e com o tamanho do clube, era natural que atingisse esse patamar. Hoje, com grandes nomes, grande treinador e uma gestão qualificada, o Flamengo se torna um modelo a ser seguido, assim como em outros anos eram o Inter e o São Paulo, por exemplo”, disse o centroavante.

Desde o começo de 2019 no Japão, depois da segunda passagem pelo Inter, Damião indicou que pretende estender o contrato que tem com o Kawasaki Frontale. O vínculo se encerra em dezembro deste ano.

“A cidade é ótima, o povo é muito educado e respeita muito os brasileiros. Como tem outros brasileiros no time, também formamos amizades. Além disso, o futebol aqui é muito competitivo e de alto nível. Hoje não penso em sair, mas nunca se sabe o futuro”, afirmou o jogador, que vive boa fase na equipe, com 15 gols em 40 partidas.

Damião, que entrou para a história do Inter ao marcar um gol na final da Libertadores há dez anos, disse que mesmo longe segue acompanhando os jogos da equipe gaúcha. “É o clube que me deu a oportunidade de realizar meu sonho, tive o privilégio de jogar e ser muito feliz. Devo muito ao clube e à torcida, pelo carinho e pela confiança. Sempre vou ser um torcedor do clube”, frisou.

O sucesso repentino no Inter aconteceu anos depois de Damião se destacar em torneio de várzea em São Paulo. O jogador, então, fez um teste no Atlético de Ibirama, em Santa Catarina. Atuando como volante, ele foi reprovado na primeira tentativa. Só na segunda, já como atacante, conseguiu entrar para a base do clube catarinense.

Antes dos testes, ainda teve de lidar com a ansiedade de aguardar um empresário na cidade. O agente atrasou quase 12 horas, e o pai de Damião teve de tranquilizá-lo. “Meu pai fez eu acreditar que ele viria, ele fez eu não desistir e fez a gente ficar ali esperando”, relembrou.

No Japão, Damião agora precisa conviver com a saudade do pai, que sempre é homenageado por ele nas celebrações de gols. Em isolamento social por causa do coronavírus, o atacante está ao lado da esposa e dos filhos.

“O mais difícil é a saudade dos que estão no Brasil, que não podem vir para cá, nem a gente ir para lá. Seu bigode está no Brasil, e nos falamos por telefone apenas”, disse Damião, que viu o clube dar férias aos jogadores em meio à pandemia.

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